Bispo presidente nacional da CPT terá encontro com Flavio Dino para debater conflitos agrários no Maranhão

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Dom Enemésio Lazzaris, bispo da Diocese de Balsas e presidente nacional da Comissão Pastoral da Terra, protocolou na última sexta-feira no Palácio dos Leões, pedido de audiência com o governador Flavio Dino. Ele irá tratar de importantes assuntos referentes a entendimentos entre a Diocese de Balsas e o Governo do Estado e também das problemáticas relacionadas aos conflitos agrários que tomaram ampla dimensão com sérios riscos de conflitos. O que tem preocupado a Comissão Pastoral da Terra é que tudo demonstra serem articulações que visam intimidar posseiros, diante das esperanças de mudanças que devem chegar ao meio rural.

    Precisamos buscar entendimentos com o governo do estado, com instituições federais e entidades da sociedade civil organizada sobre a problemática, como o Cimi e a Fetaema, além das organizações comunitárias que são resistências contra grupos políticos, latifundiários, grileiros e empresários do agronegócio. Dentro do contexto torna-se fundamental a presença do Tribunal de Justiça, uma vez que há necessidades urgentes a serem adotadas  quanto documentações fraudadas em cartórios sem cadeias dominiais e que são acatadas para a concessão de liminares pela justiça, dando origem a conflitos e confronto.

    Dom Enemésio Lazzaris, entende que o INCRA no Maranhão não tem correspondido com as questões relacionadas a desapropriações, regularização fundiária e titulação de terras. Para o presidente nacional da CPT, os quilombolas estão sendo discriminados e até perseguidos por políticos viciados, que utilizam as policias civil e militar. Com a mudança de governo surgiu uma trégua, mas as ameaças continuam a posseiros e religiosos, dai a preocupação da CPT e da Igreja Católica para que seja dado um basta e que todos os processos de reforma agraria de desapropriações tenham celeridade no Maranhão, daí é que se torna necessário a que o INCRA mostre as suas verdadeiras finalidades e o ITERMA também faça a sua parte, afirmou o dirigente nacional da Comissão Pastoral da Terra.

O bispo de Diocese de Balsas também se mostra bastante preocupado com as desigualdades sociais no Maranhão, que segundo o IBGE atinge 1,2 milhão de pessoas, que precisam ser vistas como cidadãos portadores de direitos. Ele destacou que a iniciativa da Campanha da Fraternidade de 2015, em coletar assinaturas para propor uma reforma politica no país é decorrente, de que movidos por acordos de interesses políticos partidários se faça uma reforma que permaneça com privilégios politicos e continue favorecendo a corrupção, que destrói o país e semeia mais fome, miséria, doenças e o enriquecimento de bandidos travestidos de políticos.

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