Avanço da pandemia e as aglomerações nos terminais de coletivos. Existe relação?

As autoridades municipais e estaduais sempre trataram os sérios problemas de aglomerações nos terminais e paradas e a superlotação dentro dos coletivos com muita indiferença, e pelo visto chegam até admitir impotência. Os usuários acabam ficando entregues a própria sorte, sendo contaminados pelo vírus e levando ele para diversos locais, dentre os quais as suas residências e o trabalho.

Dentro dos terminais não é constantemente a presença de bombeiros civis com orientações e ofertas de álcool gel, daí é que não é obedecida a orientação de distância entre os passageiros. A gravidade da situação é quando do desembarque e embarque em que muita gente entra na disputa com força para adentrar aos coletivos, pouco se importando com as consequências.

Estive conversando com duas senhoras no terminal da Cohama, as quais residem no conjunto da Ribeira. Disseram que trabalham como domésticas e que costumam chegar ao local por volta das 16 horas. Se conseguem pegar um coletivo depois da primeira meia hora podem chegar em casa entre às 18 e 18.30 horas. Quando o número de pessoas é muito grande, elas não conseguem embarcar e ficam sempre na espera, e o resultado é que conseguem chegar à Ribeira depois das 20 horas. A aglomeração é muito grande e por inúmeras vezes relatam que já tiveram as máscaras arrancadas. Se não tiverem reservas nas bolsas, podem ser retiradas de dentro dos ônibus e ainda na maioria das vezes são encoxadas e têm que se manterem caladas temendo por represálias, além de que a superlotação favorece aos maníacos e elas não conseguem escapar. É uma situação vergonhosa a que somos submetidas todos os dias, mas recorrer a quem? Perguntaram as duas domésticas que têm filhos pequenos para criar.

Fonte: AFD

 

 

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