De acordo com levantamentos feitos pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão é bem crescente o número de assaltos e arrombamentos a bancos, arrombamentos com explosões de caixas eletrônicos e as tentativas de assaltos e arrombamentos e os casos de saidinhas bancárias e as várias tentativas. De acordo com levantamentos feitos através de registros policiais em delegacias, informações de bancários e da midia, no exercício de 2015, já tivemos 15 assaltos a bancos, 29 arrombamentos mediante explosões de caixas eletrônicos e mais 06 tentativas frustradas. Quanto as saidinhas bancárias já são 09 e mais 03 que foram impedidas por ações policiais.
O problema tende a ser cada vez maior, em virtude da inexistência de força de segurança capaz de fazer o enfrentamento aos bandidos, principalmente em municípios em que as precariedades ficam por conta da falta de viaturas em condições de tráfego, pessoal e armamento.
Diante dos fatos é que no interior, muitas familias que se julgavam privilegiadas por morar nas proximidades de estabelecimentos bancários e dos correios, hoje estão procurando se afastar o máximo possível, temendo serem dinamitadas e alvo de balas do armamento pesado conduzido pelos criminosos. A verdade é que o medo impera nas pequenas cidades, principalmente por falta de uma politica emergencial de segurança para pelo menos conter a audácia dos assaltantes.
As famílias beneficiárias do programa bolsa família, aposentados, pensonistas e pessoas que recebem o benefício da assistência continuada do INSS, estão enfrentando dificuldades para receber para sacar o dinheiro a que têm direito. A maioria tem que se deslocar para uma cidade próxima, levando de um a dois dias e chegam a ter despesas superiores a um terço do que recebem. Se os benefícios já são bem precários diante da realidade inflacionária, com os gastos não previstos, a problemática se torna mais acentuada.
Por outro lado, os Bancos do Brasil e Bradesco, os mais assaltados e arrombados não pretendem reconstruir agências que foram explodidas, sob o argumento da falta de segurança, o que acaba se constituindo em retrocesso quanto aos fatores de desenvolvimento, uma vez que retira possibilidades de crédito para financiamentos aos mais diversos segmentos produtivos dos municipios.
