Até quando o Maranhão vai ser referência nacional de violência?

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Foto Biné Morais

         Quando alimentávamos as esperanças de que a violência seria apenas lembranças de um período negro, em que barbáries com decapitações, assassinatos perversos, o tráfico de armas e drogas e facilitações para fugas de presos do Sistema Penitenciário do Maranhão eram coisas de um passado, que para garantir a corrupção para desvio de recursos públicos, colocava-se à frente dos interesses pessoais dos gestores e do próprio governo da época, a banalização da vida. Infelizmente a violência volta a colocar o Maranhão novamente no centro das criticas da mídia nacional.

         Por algumas vezes adverti, que o Sistema de Comunicação do Governo, vem utilizando a hipocrisia de que estava havendo a redução da violência no Estado e mais acentuadamente em São Luís. Por inúmeras vezes ouvi criticas ácidas de pessoas dos mais diversos segmentos sociais, sobre as tentativas de querer se enganar a população. A partir dos levantamentos feitos pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, que conseguiu provar através de informações disponibilizadas pelo próprio governo, que a tal redução era de apenas um assassinato, nada que justificasse percentuais criados para justificar o engodo, houve então um recuo.

        Das centenas de assaltos a mão armada diários na capital, a maior parte praticados por bandidos e viciados em drogas, sem falarmos em furtos em números bem significativos, mas apenas um reduzido e tímido é registrado nas delegacias, com a observação apenas para quem perdeu documentos e precisa de um boletim de ocorrência para justificativa.

        A criminalidade corre solta e o que tem crescido são as mortes decorrentes de confrontos entre bandidos e militares, o que precisa de pelo menos uma trégua, antes que bandidos passem a se vingar nos cidadãos e cidadãs comuns e não se tenha uma mínima noção para onde poderemos caminhar.

        A verdade é que a ausência do pode público nas comunidades com politicas públicas efetivas e não clientelismo exacerbado, geram problemas e acabam sempre na violência. Não é só com policiais militares, viaturas, armas e a presença esporádica de um ou outro gestor público nas comunidades que vai resolver a problemática, mas necessário se tornam ações concretas, diante da realidade social e econômica que estamos vivendo com muita gente passando fome. Quando o problema social se acentua a violência desponta com maior intensidade.

        Quanto a questão dos linchamentos, que seriam 30 em penas dois anos e meio e que vem assumindo proporções sérias no momento, são decorrentes das demonstrações de impotência do poder público no enfrentamento a bandidagem e a sua ausência para garantir a ordem, a segurança e os direitos dos cidadãos. O sentimento de insegurança é crescente. As pessoas temem sair de casa à noite. Os que estudam e trabalham à noite vivem dilemas diários.

       Os avanços cada vez maiores das explosões de caixas eletrônicos no interior do Estado e que geralmente destroem as agências, os bancos do Brasil e Bradesco, os mais atingidos pelos bandidos não estão reconstruindo as unidades bancárias, o que tem criado sérios problemas. Os beneficiários do programa bolsa família, do benefício da assistência continuada, aposentados e pensionistas dos municípios, estão se sentindo altamente prejudicados, uma vez que têm que se deslocar para outras cidades para receber o dinheiro a que têm direito, pagando transporte e fazendo outras despesas. Muitos reclamam que estão vivendo um retrocesso. O certo é que os bancos por falta de segurança não pretendem fazer novos investimentos em pequenas cidades. Infelizmente, o fato é decorrente do poder público se mostrar impotente para honrar a sua responsabilidade constitucional.

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