Ações do Ministério Público, Procon e a Justiça contra os tubarões dos combustíveis têm demonstrações de que foram corretas

 Aldir

De há muito os proprietários de veículos vinham sendo explorados pela maioria dos donos de postos de combustíveis. Sempre fizeram reajustes acima dos percentuais estabelecidos pelo governo federal ae audácia desmedida impunha os seus interesses e atropelavam a tudo e a todos. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada na Assembleia Legislativa do Estado acabou por legitimar a exploração, uma vez que ela sempre foi vista com desconfiança. São inúmeros os parlamentares que são proprietários de postos aos cuidados de terceiros e outros têm afinidades.  Em um ano eleitoral, era esperar muito por medidas bem determinantes por parte do Poder Legislativo. Em outras oportunidades o Ministério Público tentou mais esbarrou em poder de pressão dos tubarões dos combustíveis.

  Agora, o negócio foi diferente, com a união de princípios emanados da lei e a defesa objetiva e bem concreta aos direitos do consumidor, o Ministério Público, o Procon e a Justiça enfrentaram  com muita determinação, o vergonhoso cartel  e a afronta com praticas abusivas.

   Quando houve o reajuste de 22 centavos para a gasolina, os exploradores intempestivamente chegaram a dobrar o valor com a articulação do cartel, que se estendeu a vários postos. Por dever de justiça, registro que dos poucos postos a cumprir corretamente o reajuste autorizado foram os do empresário Cadilhe Brandão, que ficou com mais de 30 centavos menor em relação ao estabelecido pelos tubarões e fixado em R$ 3,22

    De acordo com as decisões do Ministério Público e do Procon ratificadas pela Justiça, os preços ficaram na variação de R$ 3,25 a R$ 3, 35, mas alguns exploradores mantiveram valores especulativos e gradativamente foram perdendo clientes. Como naturalmente houve uma redução de consumo, diante de inúmeros fatores, dentre os quais a inflação e a perda de poderes aquisitivos, o preço da gasolina baixou e hoje pode ser encontrada em inúmeros postos em vários pontos da cidade até por R$ 3,16. Quem pratica esse preço, com certeza não tem prejuízos, muito pelo contrário reduz o seu lucro, mas aufere vantagens com o crescimento das vendas.

    A verdade é que a realidade posta para todos, ratifica que o Ministério Público, o Procon e a Justiça tomaram uma decisão acertada e colocaram os tubarões nos seus devidos lugares. Para dar um basta na problemática criada, dois fatores seriam bem determinantes. O primeiro seria estabelecer cupom fiscal para todos os postos de combustíveis e o segundo os Governos Federal, Estadual e Municipal não adquirirem produtos derivados do petróleo do grupo de exploradores.

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