Desde que chegou ao Brasil, como um desconhecido, diga-se, Abel Ferreira passou a ser reconhecido como um treinador de excelência, e longevo, na Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas, sua postura é lamentável, nas tratativas com as pessoas de forma geral. Nas entrevistas, nota-se sua esnobe fala professoral e impositiva, e soberba carregada de arrogância, fora que adora dar lição de moral (sempre efêmera, por sinal). Sem medo, entendo que ele se enxerga como superior por ser europeu, comparável a um xenófobo, com o agravante de ser ele o estrangeiro por aqui. No popular, caga na cabeça dos outros.
A imprensa, com algumas exceções, o trata como um mito, quase intocável (e não há vencedor máximo do futebol que possa ser elevado a essa condição, em hipótese nenhuma). E cá entre nós, respeito não está em seu dicionário, e a mim, dispenso de assistir suas entrevistas, por ojeriza, e preguiça de gente assim. Mas foi preciso que Abel avançasse sua prepotência para cima de um par da imprensa (um cinegrafista em serviço) para que eles elevassem o tom contra o caráter agressivo do gajo.
E para piorar, o sujeito acha que engana as pessoas. As imagens não deixam a mentira dele passar incólume. Nitidamente ele joga seu corpo contra o cinegrafista.
Que feio, Abel!
Alexandre Siqueira – Jornalista independente – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo.