A paralisação anunciada por empregados da empresa Internacional Marítima, uma das responsáveis pelo transporte de pessoas e veículos entre os portos Ponta da Espera (São Luís) e o Cujupe (Baixada Maranhense), deixará o serviço aquaviário sem nenhum ferry boat e a população que já vem enfrentando problemas sérios, ficará à mercê de um colapso total. A iniciativa dos empregados da empresa marítima, aproveita a oportunidade para uma definição sobre o acordo coletivo de trabalho, que segundo eles, passa por uma postergação da Internacional Marítima desde o mês de fevereiro.
O anúncio de uma provável paralisação já causou uma séria preocupação para as autoridades, que não conseguem resolver o sério. A Agência Estadual de Transportes Aquaviários e Serviços Públicos já estaria tentando um entendimento entre a empresa e os empregados para a solução dos possíveis problemas antes da data prevista para a greve.
Como o Governo do Maranhão, durante o mandato de Flavio Dino interveio na empresa ServiPorto, se apossando de seus 03 ferrys em pleno funcionamento e depois de dois anos sucateou todos eles e nenhum deles opera mais, sendo que um deles está completamente abandonado na Ponta da Espera praticamente tomado pela água do mar.
Atualmente o serviço aquaviário entre São Luís e a Baixada Maranhense é feito por 03 ferrys da Internacional Marítima, mas constantemente e sempre retirado de operação um deles para manutenção. Quanto a balsa maquiada como o ferry José Humberto, alugado pelo Governo do Maranhão para atender a demanda, de nada tem servido, opera dois dias e para mais de uma semana, com problemas diversos e manutenção preventiva, o que é natural para uma balsa de 34 anos e equipada à revelia. Felizmente, os problemas apresentados pela embarcação são sérios com o prenúncio de acidentes, o que tem levado muita gente e proprietários de veículos recusarem viajar no ferry improvisado.
Se não houver entendimentos entre a Internacional Marítima e seus empregados com a intervenção da MOB, o caos será total a partir da próxima terça-feira, o que com absoluta certeza causará revolta e muita indignação nos portos da Ponta da Espera e o Cujupe. Enquanto isso o Governo do Maranhão não tem dado demonstrações de uma busca para solução o casoi. A tal concorrência pública não deve ser feita, uma vez que há interesses políticos de que a Internacional Marítima seja mantida. Diante disso, lembramos a música da cantora Ludmila, que o povo da Baixada Maranhense se exploda.
Fonte: AFD
Essa greve, no período eleitoral, tem cheiro de armação política.