A falta de unidade prisional em Barra do Corda e a Gaiola da Tortura vão merecer a atenção de deputados

aldir

A morte do comerciante Francisco Edine Lima Silva, que teria sido causada por acidente vascular cerebral decorrente de pressão arterial, ratifica todas as acusações feitas pela família da vítima, quando veio a público denunciar que ele estava recolhido a uma torturante gaiola e os plantonistas da delegacia de policia recusaram o recebimento de medicamentos para pressão e até água, uma vez que no recinto em que se encontrava não havia nada, nem mesmo local para necessidade fisiológica, com uma temperatura elevada decorrente do sol escaldante e tudo demonstrava ser tentativa contra a vida das pessoas, sendo antes humilhadas com bastante sofrimento.

                Quanto a questão da instalação da Gaiola da Tortura teria sido por falta de uma unidade prisional do Sistema Penitenciário, que também tem a responsabilidade de atender prisões temporárias. Deputados estaduais estariam articulando uma visita a Barra do Corda para ver a realidade prisional e conversar com autoridades locais, de que teriam sido comunicadas pela Defensoria Pública sobre a existência da gaiola da tortura.

                A população da cidade em seus mais diversos segmentos sociais está bastante revoltada e já fez protestos com vistas a que o caso não fique na impunidade. Lideranças e familiares de Francisco Silva pretendem ter um encontro com os deputados estaduais para fazer um apelo para que as investigações sejam transparentes e não fiquem nos discursos que não levam a lugar algum.

                 Um dos questionamentos dos deputados refere-se a explicações sobre a falta de uma unidade prisional em um município, onde há uma delegacia regional, o que teria dado origem ao gaiolão de tortura por falta de estrutura para abrigar presos de vários municípios integrantes da regional.

                 Por outro lado, o governador Flavio Dino, que prometeu mandar fazer as investigações devidas sobre os fatos, inclusive apontando responsáveis, como a recusa em receber os medicamentos de uso contínuo da vítima e até mesmo água para uma pessoa que estava sob uma forte com temperatura próxima de 40 graus, em se tratando de hipertensa.

               A população de Barra do Corda garante que os protestos devem continuar na cidade, até quando os problemas forem totalmente solucionados  e os responsáveis sejam apontados, conforme promessa do governador Flavio Dino, que continua em silencio obsequioso sobre o comunicado que lhe foi feito pela Defensoria Pública, quanto ao Gaiolão da Tortura e os riscos que ele proporcionava.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *