Réus decidem o futuro de uma nação

       aldir

   Para quem detém o poder em quase todas as instituições do executivo, e um grande leque para negociações licitas e ilícitas, que sempre predominam nos governos federal, estadual e municipal, o que teria impedido que os votos que o Palácio do Planalto precisava para barrar o impeachment não apareceram?  Será que foi por falta de negociadores políticos?  Os convocados para a articulação que envolvia muitos interesses teriam deixado de honrar o compromisso assumido ou simplesmente fizeram o jogo contrário, é o sentimento expressado, principalmente pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso, que fala em traição.

                   A verdade é que o desempenho dos aliados da presidenta foi bastante pífio, e não restam dúvidas de que ela e o Lula foram enganados pelos companheiros, com muitas promessas vãs e acabaram colhendo os frutos plantados na campanha passada, quando muitas promessas  feitas por ela, não foram honradas com o povo, e como resposta veio a inflação, a recessão, o desemprego, a fome e a miséria.

                  Espetáculo à parte foram os votos da maioria dos parlamentares. Poucos tiveram a consciência de lembrar que ali estavam por confiança depositada pelo povo, mas a maioria exerceu o voto em nome das esposas, dos filhos, netos, irmãos, país e amigos, o mostrou claramente o nível decepcionante do parlamento brasileiro. Foram raras as exceções de seriedade e respeito.

                   O que tem causado indignação de muita gente é que o parlamento é presidido por réu indiciado em processo no STF e que é acusado de ter contas no exterior com mais 52 milhões de dólares em propinas e também votaram mais de 150 deputados federais indiciados em processos criminais.

                   Diante de uma realidade espúria em que se colocam parlamentares sem princípios éticos e morais para decidir o futuro de uma nação, e ainda com todo tipo de negociata quer seja de um lado ou de outro, fica um tanto difícil acreditar em futuro melhor para o povo brasileiro.

                   A proposta mais viável e assim mesmo é uma temeridade, seriam eleições em todos os níveis. A corrupção com o vil metal, infelizmente continua sendo o grande fator que decide a maioria dos mandatos políticos. Falta ao povo um trabalho de formação de consciência critica, daí que os problemas tendem a se manter vivos, dentre eles o pior de todos, que é corrupção.

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