Férias na Fazenda, uma Maravilha Inenarrável

Sem título1

I

Minhas queridas férias

Que coisa Boa elas são

Não são concedidas á toa

Propicias para descansar

 

II

E quando essas nossas férias

Gozamos e pleno campo

Todo ele bem florido

Num lindo primaveril

O chão todo atapetado

Cujo aroma exalado

Dá gosto de respirar

Sem contar a cantilena

Da passarada em novena

Que não param de Cantar.

 

III

Tudo é florido silvestre

A flor do bruto campestre

Que não para de exalar

Um perfume tão gostoso

Quanto mais ele idoso

Mais perfume ele dar.

 

IV

E a roçadeira na relva

Atrelada no trator

Cortando o Capinzal

Á medida que vai cortando

Um cheiro com exalando

Vindo lá do milharal.

 

V

Sem contar que maravilha

O gado pastando ao campo

Num capinzal tão repleto

Que só os animais seletos

Podem ali degustar.

 

VI

O plantel de uma brancura

Que faz gosto de se ver

Parece até feito a pincel

De um escultor com seu cinzel

Meticuloso ao pintar

Tudo da mesma estatura

Ressaltando a brancura

Obra de arte sem par

Inspirada pelo criador

Tudo é um belo festejar.

 

VII

Férias, tempos passados

Coisa que vem e que vão

Sendo então bem gozadas

Ficando assim incrustrada na nossa imaginação.

VIII

Ah. Minhas férias campestres

De almofadas e rendas

Bem na porta da fazenda

O dia amanhecendo

A porteira se abrindo

O gado no campo mungindo

Tudo é puro, tudo é belo

E até as nuvens vão se abrindo.

VIIII

Férias minhas doces férias

Como gosto de relembrar

Não sei se daqui á alguns anos

Voltarei para contar

As coisas boas vividas

Aqui bem neste lugar.

 

José Olívio Cardoso Rosa é advogado, poeta e escritor

 

 

 

 

 

 

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