Urnas punem Gilmar Mendes, Flavio Dino e Alexandre de Moraes

O Antagonista alertou para o risco dos movimentos eleitorais dos ministros do STF, que armaram uma armadilha para si mesmos ao atuar por Lula. O acachapante resultado do primeiro turno da eleição deste ano não deixou dúvidas de que a atuação de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teve impacto determinante no voto. As pesquisas de intenção de voto indicavam cenários de maior equilíbrio entre esquerda e direita semanas antes de Gilmar Mendes (foto), Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin começaram a atuar para tumultuar a possível abertura de investigação sobre Moraes. O ápice da desordem ocorreu na sessão do STF de 15 de setembro, quando os quatro impediram que a deliberação sobre o escândalo do Banco Master sequer ocorresse, mas Gilmar e Dino seguiram despachando para favorecer Lula, e apenas para colher o exato oposto das urnas. Parte inferior do formulárioQuem acompanha O Antagonista não se surpreendeu.

STF como candidato

O que os analistas dizem agora, ao apontar o STF como responsável pela expressiva votação da direita para o Senado e pela liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno, já tinha sido exposto como possibilidade dois dias antes da votação:

“A ironia disso tudo é que o tumulto eleitoral provocado por esses ministros pode acabar beneficiando aquele candidato que eles mais temem. Dino e Gilmar colocaram o STF na posição de candidato nesta eleição, ao lado de Lula, e não estão dando motivos para o eleitorado votar nele.”

Os ministros do STF não são eleitos por voto popular, mas se envolveram tanto no processo eleitoral que acabaram sendo punidos pelas urnas.

E agora?

É de se questionar, agora, o que farão Dino e Gilmar ao longo da campanha de segundo turno, já que suas intervenções no processo eleitoral, com endosse ao reajuste eleitoreiro do Bolsa Família e liberação para fake news de Nossa Senhora Aparecida, passando por cima do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos dois casos, não foram o bastante para impedir a derrota no primeiro turno. As medidas desesperadas de Lula também entram em questão, quando o Senado se prepara para começar a votar o irresponsável projeto de redução da escala de trabalho 6×1, patrocinada por Davi Alcolumbre (União-AP), que não conseguiu eleger seu candidato ao governo do Amapá. Dino, Gilmar, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também contava com o apoio de Lula para eleger o pai senador, e não conseguiu, não têm o poder eleitoral que imaginavam ter. Será muito interessante acompanhar a atuação dos quatro no segundo turno.

O Antagonista

 

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