Decreto de Trump contra PCC e CV, asfixia o crime organizado e causa pânico no Planalto

Enquanto a direita celebra o cerco implacável aos cartéis, Temer minimiza a medida e expõe e racha político em Brasília. A recente decisão do governo de Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) continua a gerar fortes repercussões no cenário político nacional. Ao comentar a medida adotada pelos Estados Unidos, o ex-presidente Michel Temer (MDB) minimizou o potencial de interferência externa da decisão, adotando um posicionamento que se afasta do tom de alerta emitido pelo Palácio do Planalto.

Durante o Fórum de Lisboa, em Portugal, Temer afirmou que o decreto americano não afeta a soberania brasileira. De acordo com o ex-presidente, uma medida dessa natureza será naturalmente discutida e levada adiante em diálogo com as autoridades do Brasil, ressalvando apenas que a linha vermelha seria uma intervenção direta nas questões internas (cenário que ele desconsidera no momento). A postura de Temer diverge frontalmente da reação do atual governo brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores e a cúpula do Executivo federal demonstraram forte contrariedade e preocupação com a medida assinada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. O Palácio do Planalto emitiu notas institucionais e vem articulando reuniões técnicas com o Tesouro dos EUA na tentativa de mitigar os impactos financeiros da decisão, sustentando formalmente que as facções não possuem motivação ideológica ou política para serem enquadradas no conceito legal de terrorismo.

Enquanto a esquerda e a diplomacia do atual governo veem a designação como um risco para a autonomia jurídica e econômica do Brasil (temendo restrições ao sistema financeiro e dificuldades na cooperação internacional), a oposição e parlamentares do espectro conservador receberam o anúncio com entusiasmo. 

Lideranças de direita vinham pressionando por uma postura mais firme contra a criminalidade organizada de alcance transnacional e comemoraram o decreto, que entra em vigor no dia 5 de junho de 2026. Alinhados à lógica de endurecimento contra o crime, deputados da oposição no Congresso Nacional já protocolaram novos projetos de lei para reformar a legislação antiterrorismo brasileira. 

O objetivo é alterar a Lei de 2016 para garantir que grandes organizações criminosas e cartéis de drogas violentos também recebam a classificação de terroristas dentro do território nacional, eliminando brechas jurídicas que atualmente limitam esse enquadramento a motivações exclusivamente xenofóbicas, raciais ou religiosas.

Diário do Poder

 

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