De acordo com informações do Serviço de Comunicação do Sindicato dos Bancários do Maranhão, tendo como as principais referências, delegados sindicais, associados, coleta de informações nos locais dos crimes e divulgadas pela mídia, de janeiro a julho do presente exercício, os assaltos a bancos, arrombamentos de caixas eletrônicas e saidinhas bancárias aumentaram em mais de 30% em relação ao mesmo período de 2014.
Os levantamentos revelam que de janeiro a julho do ano passado foram registrados 12 assaltos a agências bancárias, 22 arrombamentos de caixas eletrônicos, inúmeros mediante explosão com dinamite e seis saidinhas bancárias, com a soma total de 40 ocorrências criminosas. Este ano, obedecendo aos mesmos procedimentos, foram assaltadas 15 agências bancárias, 30 arrombamentos de caixas eletrônicos, a maioria mediante explosão e nove saidinhas bancárias, totalizando 54 ocorrências.
O percentual superior a 30% é bastante elevado e até mesmo assustador, contradizendo totalmente informações socializadas pelo sistema de comunicação do governo. Os bancos do Brasil e Bradesco são as maiores vítimas dos bandidos e por falta de segurança estão resistindo a reconstrução de agências. A verdade é que as pessoas mais prejudicadas são as aposentadas e pensionistas do INSS, as beneficiárias da assistência continuada e da bolsa família, que estão gastando o muito do pouco que ganham com deslocamentos para outras cidades e os constantes riscos de assaltos a que ficam expostos todos os meses. Os pequenos empresários e comerciantes das cidades que perderam agências bancárias para a bandidagem, e que tinham no banco um agente de desenvolvimento, correm riscos maiores carregando dinheiro para municípios próximos para honrar compromissos ou até fechar negócios com a intermediação bancária.
