Um relatório de inteligência do Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou a existência de uma célula “restrita” dentro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta célula é especializada em operações sigilosas e arriscadas contra autoridades de todo o Brasil.
De acordo com o relatório, desde 2014, membros dessa célula têm recebido treinamento com guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo conhecido por sequestros e ataques a autoridades no Paraguai. Esses treinamentos incluem prática de tiro, manejo de explosivos, e aquisição de habilidades táticas e militares, visando preparar “grupos de elite” para missões específicas e de alto risco.
A existência da célula veio à tona após a prisão de Janeferson Aparecido Mariano Gomes, também conhecido como Nefo, em março deste ano. Nefo foi apontado como um dos responsáveis por um plano frustrado de atentado contra o senador Sérgio Moro (União).
O relatório do GAECO de Presidente Prudente indica que, entre maio e julho deste ano, membros da célula estabeleceram uma base de operações em Brasília, investindo cerca de R$ 44 mil em despesas diversas. Há registros de investigações sobre endereços de figuras políticas importantes, como os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Em aparelhos celulares apreendidos, foi descoberta uma pesquisa sobre uma residência na área da Península dos Ministros, em Brasília, indicando ordens da liderança do PCC para levantamentos sobre autoridades nacionais.
Jornal da Cidade Online