Como ficará Paulo Vitor depois de acesso e uso de documento sigiloso da justiça e corrupção no parlamento?

Na segunda-feira (04), o vereador Paulo Vitor Duarte, presidente da Câmara Municipal de São Luís, chegou um pouco mais cedo do que de costume no parlamento, relatando que tinha uma bomba para explodir, que teria repercussão no Maranhão e na mídia nacional. Aos colegas que formam o seu bloco pessoal, chegou a dar pistas, mas não adiantou detalhes, para não perder o impacto da bomba. Esperavam muitos dos seus aliados que seria na esfera política, mas a última notícia que tinham do presidente Paulo Vitor, foi o papelão vergonhoso na convenção do MDB, que chegou acompanhado de um grupo paramentado de propaganda política dele e uma equipe de mídia demonstrando que seria filiado ao partido, mas diante do fracasso saiu na surdina com todos os seus acompanhantes.

Denúncia contra promotor e confissão de acesso a processo judicial sigiloso

O presidente do legislativo municipal foi contundente em acusações a um promotor público e taxativo ao afirmar que vinha sendo chantageado pelo integrante do Ministério Público. Como provas mostrou prints do seu celular e desandou quando destacou que havia nomeado parentes do promotor para trabalhar no seu gabinete sem a necessidade de comparecer ao local de trabalho. Registrou que havia um acordo entre ele e promotor sobre uma operação feita pelo Gaeco, na Câmara Municipal em que ele sabia era um dos indiciados. Se realmente estava sendo chantageado, o que o impediu de fazer a denúncia imediatamente? Deu demonstrações claras de ter tido acesso ao processo, que no dia seguinte, através dos seus advogados ingressou no Tribunal de Justiça com um pedido de habeas corpus preventivo, temendo ser preso e o pedido foi instruído com informações do processo sigiloso, que acaba se transformando em prova de crime. O Tribunal de Justiça indeferiu o pedido e nas consultas ficou evidenciado que conteúdos do pedido foram retirados de um processo sigiloso, o que será um complicador muito sério para o vereador Paulo Vitor Duarte e naturalmente para quem lhe deu cópia e se houve negociação política e financeira.

Nota Pública do Ministério Público despertou a Câmara

Existem comentários de que o Ministério Público deve pedir a Justiça, o afastamento do promotor público e do presidente da Câmara Municipal de São Luís para apurar os fatos e a responsabilização dos envolvidos sem quaisquer interferências.

O vereador Paulo Vitor Duarte, conhecido por sua arrogância, autoritarismo e mania de ver as coisas sempre em benefício próprio, para muita gente ele não deu apenas um tiro no pé, mas com certeza, uma rajada de metralhadora, uma vez que se tivesse consultado um advogado experiente não estaria em uma situação em que pode até perder o mandato e como político se auto destruiu. A Câmara não pode silenciar,  diante da seriedade e gravidade do problema criado pelo presidente Paulo Vitor Duarte.

A grande expectativa é que nesta segunda-feira (11)  a Câmara Municipal de São Luís se posicione para o fato grave praticado pelo presidente dentro do parlamento, que não pode ficar sem ser apurado pela Comissão de Ética, afinal de contas ele teria feito negociata com um promotor público, em que ele queria informações de um inquérito do Gaeco e em troca ofereceu vagas de empreso no legislativo, em que as pessoas não deveriam comparecer ao local de trabalho, e registrou em plenário detalhes de documento sigiloso da justiça, adquirido de forma ilegal.

Fonte: AFD

 

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