De há muito, queria me reportar às iniciativas dignas e merecedoras de reconhecimento do povo maranhense, que faço o registro agora. Independentes das formalidades naturais para o desenvolvimento de ações conjuntas. A juíza de direito Oriana Gomes, o promotor de justiça José Augusto Cutrim, da promotoria de defesa do idoso e a assistente social Isabel Lopzic, do Centro Integrado de Apoio e Prevenção à Pessoa Idosa da Defensoria Pública do Maranhão, decidiram unir esforços e ir para as ruas ver de perto a realidade de pessoas idosas em situação de risco e adotarem medidas imediatas para os problemas, muitos dos quais as pessoas corriam sérios riscos de vida.
Foram a várias comunidades pobres e até de difícil de acesso para garantir direitos e dignidade humana a pessoas idosas vítimas de violência doméstica. Os quadros encontrados foram qualificados como dolorosos, revelou Isabel Lopzic e avaliação nada diferente foram feitas por Oriana Gomes e José Augusto Cutrim, que se sentiram profundamente penalizados, diante do quadro de miséria e abandono em que encontraram as pessoas, que não tinham qualquer tratamento de ser humano.
A Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública, continuam desenvolvendo ações integradas e já conseguiram equacionar muitos problemas e denunciar os familiares responsáveis pelo abandono, que se apossam dos benefícios e muitas vezes ocasionam a morte dos parentes idosos.
A verdade é que diante da constante omissão das autoridades para problemas sérios que são cobrados todos os dias, as atitudes dignas da juíza, do promotor de justiça e da assistente social, mostra que a esperança deve permanecer viva dentro de todos nós, de que nem tudo está perdido e que independente da função institucional, existem pessoas solidárias e fraternas e com compromisso cristão, que fazem as pessoas acreditar que uma outra sociedade é possível.
