O registro de feminicídio em 2024 já ultrapassou os 20, os assassinatos são bem acentuados e resultantes de conflitos por drogas roubos, furtos, assaltos e outras práticas covardes, que já estão dentro do contexto da bandidagem, em que despontam os assaltos a coletivos, motoristas de táxis e de carros de aplicativos em latrocínio, sem falarmos nos casos em que muita gente perde a vida por simples desentendimentos e as vítimas de policiais. A verdade é que a população está cheia de discursos evasivos e propagandas que não se sustentam
O Sistema de Segurança Pública do Maranhão, que já vinha caminhando lento, foi praticamente trucidado no governo Flavio Dino, quando ele passou a alugar veículos com pagamentos mensais de milhões de reais e canalizou um problema sério para todo o sistema, quer perdura atualmente. Quando havia o atraso no pagamento da locação, as viaturas eram recolhidas e devolvidas após o acerto da conta. A frota pertencente à Segurança Pública era de veículos sucateados, sem falarmos nas delegacias, nas unidades militares e nas instituições de apoio, que ainda continuam não oferecendo condições mínimas para um exercício técnico, muito embora existam profissionais da mais elevada competência.
A violência que assusta e começa a ser banalizada é denunciada pela população
Muitos dos casos de violência criminal registrada nos mais diversos bairros e em comunidades mais longínquas de todo o Maranhão, chegam as redes sociais e a mídia pelos próprios comunitários, muitos dos quais geralmente acionam o aparelho policial. Se na capital, o problema é sério, mesmo com o número do efetivo aquém, equipamentos, viaturas, mesmo como suporte de motos, os gestores públicos não atentam para o aumento da população, o desemprego é crescente de acordo com o IBGE e a implacável droga que pode ser vista como a maior epidemia existente no Maranhão. Cadê os semeadores, cobradores e demagogos de políticas públicas, em que muitos estão na Assembleia Legislativa do Estado, outros na Câmara e Federal e três no Senado Federal, que diante da realidade atual se escondem como covardes e não se posicionam para os eleitores que os elegeram.
A realidade colocada para a população, quando o governo anuncia nomeação de policiais militares e civis é que estão aumentando o efetivo e no discurso estão fazendo segurança. Não é verdade. Os efetivos estão altamente defasados, diante do reduzido número, com a observação de aposentadorias, licenciamentos, a maioria por doença e os casos mais graves estão na Polícia Militar em que muitos militares apresentam doenças mentais e imediatamente são afastados para tratamentos psiquiátricos. Na Polícia Civil, o número é bem menor.
Os casos de violência que ocorrerem em um município e o registro tem que ser feito em outro
Mais de um terço dos municípios maranhenses não existem delegados e quanto muito um cabo e dois soldados e uma delegacia improvisada em uma casa alugada geralmente pelo prefeito e se houver viatura é ele que abastece o veículo e dá hospedagem aos militares, que acabam ficando reféns do dirigente do executivo municipal.
A séria problemática já diminuiu na Polícia Civil em decorrência da organização dos movimentos associativos, como o Sindicato dos Policiais Civis e da Associação dos Delegados que têm conseguido nomeações através de pressões classistas para diversos municípios do Estado e a importante participação do Ministério Público e de Juízes de Comarcas, que através de ações proporcionam a que o Estado seja obrigado a construir delegacias e manter efetivo militar e civil em algumas cidades. Há casos em que um fato se registra numa cidade e a ocorrência tem que ser feita na cidade próxima.
Para manter a violência em plena ascendência, mais um motorista de aplicativo foi assassinado em São Luís, num caso de latrocínio, registrado no bairro do São Cristovam. Eles fizeram um movimento na cidade cobrando efetiva segurança para a categoria e para a população e chegaram a fazer crítica, quando foram intimidados pela Polícia Militar.
Fonte: AFD








