O aumento das tarifas de energia elétrica impacta no custo de vida e no poder de compra da população

É o que aponta estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alto custo da energia também pode impactar negativamente na geração de emprego. O Brasil pode perder até R$ 8,2 bilhões do PIB em 2021, devido ao aumento no preço da energia elétrica. É o que estima a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no estudo “Impacto econômico do aumento no preço da energia elétrica”. Para 2022, a queda pode chegar a R$ 3,8 bilhões em relação ao PIB que ocorreria sem o aumento do preço da energia.

O reajuste médio das tarifas de energia entre 2020 e 2021 foi de 7,04%. No entanto, além das tarifas cobradas pelas concessionárias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estipula bandeiras tarifárias adicionais, ao longo do ano, para compensar possíveis custos extras para geração de energia elétrica. Com isso, o aumento nas contas de luz pode chegar a 16,87%.

Em 2020, dez meses estiveram sob a bandeira verde, ou seja, sem nenhum custo adicional. Já em 2021, todos os meses foram de bandeira amarela ou vermelha, com custos extras por quilowatts-hora consumidos. O valor mais caro chegou a R$ 14,20/100 KWh.

O motivo, segundo a Aneel, é a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, que secou os reservatórios das hidrelétricas e tornou necessário o uso de outras fontes de energia, como as termelétricas.

O economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central, ressalta que o custo de produção de energia pelas termelétricas também encareceu.

“Foi o caso desse ano de 2021, quando houve uma superposição de uma crise hídrica, que afetou a capacidade de produção das usinas hidrelétricas, e ao mesmo tempo houve uma explosão dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Nos últimos doze meses, o preço do petróleo bruto mais do que dobrou o mercado internacional. Isso tem um impacto no óleo combustível, derivado do petróleo, que movimenta as usinas termelétricas.” 

Impacto na economia

O economista Carlos Eduardo de Freitas explica que o aumento das tarifas de energia impacta diretamente no custo de vida e no poder de compra da população. “Empobrece os consumidores, que têm que reduzir o consumo de outros itens da sua cesta de produtos e serviços”. 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou na última quarta-feira (24) a previsão de inflação para 2021. A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 8,3% para 9,8%. Já a do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 8,6% para 10,1%. 

E o custo da energia foi um dos fatores apontados pelo instituto: “Entre estes, está a estiagem verificada no país este ano, que gerou uma baixa histórica nos níveis dos reservatórios, levando a adoção da bandeira de escassez hídrica e de reajustes da bandeira vermelha para cobrir o custo mais elevado da energia produzida pelas termelétricas.”

“O preço de energia mais alto faz um efeito dominó: todos os produtos e serviços ofertados pelo sistema econômico ficam mais caros, porque a energia, que é um fator de produção, está mais cara. O que afeta o bolso do consumidor negativamente e, portanto, é mais um impacto de empobrecimento da sociedade”, acrescenta o economista Carlos Eduardo.

Custo para o setor produtivo

Mesmo antes da crise hídrica, o alto custo da energia já era um dos principais entraves ao aumento da competitividade da indústria brasileira. No ranking do estudo Competitividade Brasil 2019-2020, elaborado pela CNI, o Brasil fica em último lugar, entre 18 países, no fator Infraestrutura de energia, devido ao alto custo de energia elétrica e à baixa qualidade no fornecimento.

Ainda de acordo com o estudo “Impacto econômico do aumento no preço da energia elétrica” da CNI, em 2021:

  • O PIB industrial, relativo à indústria total – que contempla a indústria extrativa, a indústria de transformação, os serviços industriais de utilidade pública e a construção – deve se reduzir em R$ 2,2 bilhões a preços de 2020. Já a indústria de transformação terá queda de R$ 1,2 bilhão em seu PIB em 2021 frente ao que ocorreria sem o aumento de custos com energia.
  • Neste mesmo ano, estima-se que os efeitos diretos e indiretos do aumento de preço da energia gerem uma perda de cerca de 166 mil empregos em relação à quantidade de pessoas que estariam ocupadas sem o aumento no preço da energia.
  • O consumo das famílias se reduzirá em R$ 7 bilhões a preços de 2020. Já a inflação às famílias, em 2021, sofrerá um aumento de 0,16%.
  • A perda nas exportações será o equivalente a R$ 2,9 bilhões.

Já para 2022, estima-se que:

  • O aumento no preço da energia elétrica resultará em uma perda no PIB de R$ 14,2 bilhões a preços de 2020. Seu efeito sobre o PIB industrial é de queda equivalente a R$ 3,8 bilhões a preços de 2020, em relação ao PIB que ocorreria sem o aumento no preço da energia.
  • A perda estimada no PIB da indústria de transformação em decorrência do aumento no preço da energia elétrica é de R$ 1,7 bilhão em 2022. O impacto sobre o emprego é uma perda de cerca de 290 mil empregos em relação à quantidade de pessoas ocupadas entre abril e junho de 2021.
  • O consumo das famílias se reduzirá em R$ 12,1 bilhões a preços de 2020. Já o aumento no preço às famílias será de 0,41%.
  • As exportações devem cair aproximadamente 5,2 bilhões de reais.

Novo Marco Legal do Setor Elétrico

Atualmente tramita no Congresso Nacional o projeto do Novo Marco Legal do Setor Elétrico (PL 414/2021), que poderá ser vantajoso para o bolso do consumidor e aumentar a competitividade do setor. A proposta pretende que os consumidores de todos os níveis tenham liberdade para escolher o próprio fornecedor de energia; o que só é permitido, atualmente, para grandes consumidores.

O deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), afirma que, sem competitividade, as empresas de fornecimento de energia ficam confortáveis em um mercado já cativo.

“Havendo essa abertura de competição, elas vão ter que atender melhor seus clientes; vão ter que baixar o preço para competir e poder conquistar mais clientes”.

O projeto de lei já foi aprovado no Senado e aguarda despacho para ser analisado pela Câmara dos Deputados.

Brasil 61

 

Amigos de Alcolumbre culpam presidente do senado por demora na sabatina

Após a derrota humilhante na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou por 18×9 votos André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF), amigos do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) saem em sua defesa. Alegam que são injustas as críticas, pela atitude de “segurar” a sabatina do indicado por quase cinco meses. E apontam o papel do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, nessa demora. “Vocês jornalistas estão criticando a pessoa errada”, garantem.

‘Unha e carne’

Lembram os amigos as ligações do presidente da CCJ a Pacheco, cuja candidatura a presidente foi inventada pelo senador do Amapá.

O início da jogada

Pacheco recebeu a indicação oficial de André Mendonça em 13 de julho e só a encaminhou à CCJ em 18 de agosto, 35 dias depois. Nos quase 5 meses de demora, Pacheco ignorou todos os apelos para interferir na molecagem. Em um só dia, 17 senadores protestaram. Advogado atuante no STF e agora presidente do Senado, Pacheco queria ter sido “consultado” antes da indicação de Mendonça.

Coluna do Claudio Humberto

 

Demissão em massa na Globo vai cortar mais de 150 jornalistas

Após demitir muitos profissionais, e mais recente os veteranos Renato Machado, Francisco José, José Hamilton Ribeiro e Eduardo Faustini, a Rede Globo mira agora mais de 150 jornalistas que estão numa lista dos próximos a serem desvinculados da empresa.

As demissões irão atingir filiais em São Paulo, Rio, Brasília e sucursais internacionais, pois a emissora deixou de operar em 43 países da Europa; permanecendo apenas em Portugal.

Para evitar ser notificada por sindicatos ou mesmo ir parar nos tribunais, a Globo vai demitindo os funcionários aos poucos.

Ela não pode ter pendências trabalhistas, se quiser continuar sonhando em renovar a concessão por mais 15 anos com o Governo Federal, no ano que vem.

Entre os funcionários da “poderosa”, o que se cogita é que só vai ficar quem produzir muito e custar pouco.

Fonte: IG

Escola de Música Carlos Augusto Lopes com o 24º BIS formaram mais uma turma de flautistas na Liberdade

Dentro das perspectivas de professores, em pouco tempo, o bairro da Liberdade se tornará uma importante referência no contexto musical, diante do forte interesse acentuado de crianças e adolescentes em aprender não apenas a tocar um instrumento, mas a música em sua essência. A Escola de Música coronel Carlos Augusto Castro Lopes foi iniciativa de Cézar Bombeiro, que transformou em realidade um sonho do seu irmão, que levou muitos jovens da Liberdade para aprender música na Polícia Militar. Quando vereador Cézar Bombeiro não mediu esforços em criar a escola e para tanto contou com a contribuição importante da Adecres e Remanescentes dos Quilombolas, associações comunitárias, além de abnegados professores, que solidariamente deram importante impulso. O mais surpreendente é que o número de interessados ultrapassou as expectativas, levando-se em conta que muitos jovens e adolescentes vieram de outras comunidades. As entidades, professores e Cézar Bombeiro não mediaram esforços para garantiram a matriculas de todos.

A Escola de Música coronel Carlos Augusto Castro Lopes se tornou uma referência e havia necessidade de parcerias, foi quando a direção procurou o coronel Sérgio Henrique Lopes Rendeiro, Comandante do 24º Batalhão de Infantaria e Selva e dele recebeu o maior apoio, para a formação de estudantes na arte tocar flauta, contando para tanto com os decisivos conhecimentos repassados pelos cabos José Rodrigues Chaves Neto, Wilson Almeida Barros Júnior e Marcos Aurélio Teixeira Rodrigues, que acabaram transformando sonhos dos estudantes e das suas famílias, em realidade. Todo o trabalho dos militares na Escola de Música foi coordenado pelo primeiro sargento Alex Sandro.

Na última terça-feira, por ocasião da solenidade de conclusão do curso de flauta, a Adecres e a Associação dos Remanescentes Quilombolas, juntamente com os pais dos alunos procuraram Cézar Bombeiro informando-o, que gostariam de homenagear os militares pelo importante serviço prestado a uma comunidade carente, que tinha a avidez de aprender música e entre os instrumentos, estava a flauta, o que foi feito em solenidade simples, mas bastante emocionante.

O coronel Sérgio Henrique Lopes Rendeiro, Comandante do 24º BIS foi distinguido com uma placa de agradecimento de todas as comunidades que integram o bairro da Liberdade, assim como certificados aos cabos José Rodrigues Chaves Neto, Wilson Almeida Barros Júnior e Marcos Aurélio Teixeira Rodrigues.

Marcaram presença na solenidade, o dirigente estadual da Cruz Vermelha no Maranhão, Carlos Rangel, o secretário da Fiema, Pedro Robson e Anísia Nascimento, diretora da biblioteca comunitária João Damasceno Correa.

Um registro bem marcante feito pelos presentes, trata da dedicação permanente de Cézar Bombeiro para com o bairro da Liberdade e de forma bastante acentuada, voltada para a educação em seus mais diversos segmentos.

Fonte: AFD

Congresso da Juventude do PT foi marcado por abuso sexual e virou caso de polícia

Congresso estadual da juventude do Partidos dos Trabalhadores, realizado no dia 27 de novembro em Campo Grande (MS), terminou em caso de polícia, que só agora veio à tona. Um estudante que é filiado no PT de São Paulo abusou sexualmente de uma jovem que é filiada do partido em Campo Grande.

O crime teria ocorrido em uma das salas na sede do partido. Inexplicavelmente, no momento da ocorrência a polícia não foi acionada. O crime foi tratado internamente. Um absurdo.

Somente nesta sexta-feira (03) mulheres que integram o coletivo feminino do partido se reuniram e decidiram que o caso será encaminhado à Polícia Civil, com um registro de Boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira.

Porém, o autor do abuso já está em São Paulo, o que evidentemente vai dificultar a apuração e a punição do caso. Sobre o assunto, a direção do PT divulgou a seguinte nota:

Jornal da Cidade Online

CPI do Consórcio de Governadores Nordeste: Golpe dos respiradores foi pago “sem contrato ou garantia”

A cada dia, novos ‘golpes’ do Consórcio Nordeste vêm à tona, na CPI, que ocorre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para esclarecer as ações fraudulentas da entidade durante o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus.

Nesta semana, o depoimento colhido foi do secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia. Ele é investigado em 11 de 12 contratos de compras coletivas de insumos para a saúde e respiradores ‘firmados’ pelos estados do Nordeste, via o malfadado Consórcio.

E para surpresa do presidente do colegiado, deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade), Maia afirmou que na compra dos respiradores que nunca foram entregues, a cota de seu estado, no total de R$ 5 milhões, foi paga com PIX, sem qualquer contrato ou assinatura de um documento de comprovação e garantia.

“Ele confirmou o que a gente já suspeitava: o repasse ao Consórcio Nordeste foi feito sem o contrato com a empresa ser lido ou assinado, sem dotação orçamentária, sem saber qual era a empresa, sem saber sequer que ela fornecia respiradores. Foi um PIX, um verdadeiro PIX, que os governadores fizeram para Carlos Gabas e Rui Costa”, disse Kelps.

No depoimento, o secretário relatou ainda que algumas negociações eram encaminhadas ou intermediadas, olhem só, por grupos de Whatsapp.

Kelps confirmou a entrega do relatório final da CPI do Consórcio Nordeste para o próximo dia 16 de dezembro. Mas pelo jeito, outras CPI locais terão que ser criadas para cavar o buraco e encontrar toda a sujeira, ainda pelos próximos anos.

Fatos que a CPI do senado, que manda investigar presidente da República por compra que não foi feita e dinheiro que nunca foi desviado, preferiu fingir que não viu. Afinal de contas muitos interesses pessoais vergonhosos, acabaram por desmoralizar a CPI do Renan Calheiros e sua troupe.

Jornal da Cidade Online

 

 

Senador revela conspiração contra André Mendonça e prevê “mudança de sentido” em julgamentos do STF

O senador Lasier Martins (Podemos-RS) gravou um vídeo momentos após a aprovação de André Mendonça, por 47 votos a 32, para ministro do Supremo Tribunal Federal, na noite de quarta-feira (01).

Apesar do clima de comemoração, o parlamentar alegou que houve certa surpresa na aprovação com margem folgada e revelou que, durante os cinco meses em que a indicação permaneceu suspensa por falta de um agendamento de sabatina na CCJ, o que se viu foi uma conspiração contra o nome indicado por Jair Bolsonaro.

O motivo, a preocupação dos que temem a mudança de rumo em alguns julgamentos no Supremo.

“A vitória é muito significativa porque houve muita conspiração contra este nome, uma verdadeira campanha. O novo ministro que tem como base princípios e a partir de agora outras decisões, outro sentido haverá de acontecer nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal. Foi uma surpresa, mas uma surpresa muito agradável e muito positiva para o Brasil”, disse Lasier.

A posse de Mendonça será no próximo dia 16 de dezembro e ele fará parte da Segunda Turma do STF, ao lado dos ministros Nunes Marques, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia.

Em função da proximidade com o recesso do judiciário, o novo ministro não terá tempo para dar votos ou tomar decisões monocráticas ainda em 2021, mas assim que os trabalhos normais forem retomados, diversas questões polêmicas passarão por ‘sua caneta’.

Entre elas, a relatoria da ação movida pelo presidente Jair Bolsonaro contra decisões judiciais que bloquearam perfis de apoiadores e redes sociais conservadoras. Mendonça também decidirá e terá direito a voto em ações que ainda serão julgadas em plenário ou que seguem suspensas após pedidos de vistas, como as que discutem a PEC da prisão em segunda instância, o Marco Temporal, a taxação de grandes fortunas e os Decretos de armas do poder executivo, entre outros temas. Portanto, leitor, façam suas apostas e observem. Qual será a postura de Mendonça diante da missão que lhe foi dada?

Jornal da Cidade Online

 

Aos 91 anos, Sarney homenageia a esposa Marly, que completa 90

No ano que vem, o casal completa 70 anos de casamento. Sarney foi presidente do Brasil entre 1985 e 1990 e senador até 2015.

Sarney entrega buquê de flores à mulher, que completa 90 anos neste sábado

Aos 91 anos, o ex-presidente José Sarney homenageou a mulher, Marly Sarney, que completa 90 anos neste sábado (04). Em vídeo publicado pelo filho, o secretário de Meio Ambiente do GDF, Sarney Filho, o patriarca aparece entregando um buquê de flores à mulher. No ano que vem, Sarney e Marly completam 70 anos de casamento.

Em junho deste ano, o ex-presidente esteve internado para retirar líquido dos pulmões. Sarney foi o primeiro presidente do Brasil após a redemocratização, tomando posse após a morte de Tancredo Neves, em março de 1985. Ficou cinco anos na Presidência. Em 1991 foi eleito senador, e deixou o Senado em 2015. Apesar de não ter mandato há seis anos e fazer raras aparições públicas, mantém articulação política em Brasília.

Fonte: R7

Governo do Maranhão será denunciado a OEA por violência e mortes em conflitos agrários

Áreas usadas por trabalhadores e trabalhadoras rurais para agricultura de subsistência vêm sendo destruídas por empresários do agronegócio, que tentam expulsar milhares de famílias tradicionais de áreas ocupadas por descendência seculares. Eles alegam serem donos das áreas de posses, contando com licenças ambientais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, fornecidas de maneira arbitrária, inclusive para áreas de povos indígenas, em que não tem competência.

O Maranhão é o estado brasileiro com o maior número de conflitos agrários, superando o número de 70, segundo denúncias da Comissão Pastoral da Terra, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura. A maioria das lutas são causadas pela concessão de licenças, que favorecem vergonhosamente empresários do agronegócio para a invasão de maneira violenta em áreas ocupadas por povos tradicionais.

O caso recente da invasão a área dos indígenas Akroá Gamella, no município de Viana, teria sido mais caso de licença da SEMA em favor da empresa de energia elétrica Equatorial, que gerou forte conflito e que resultou na invasão da Polícia Militar em área de competência da Polícia Federal. Indígenas foram agredidos, presos e tiveram as suas cabeças raspadas numa ação em que o aparelho de segurança estadual foi opressor, truculento e covarde para atender interesses de invasores.

A Justiça e o Ministério Público Federal já cobraram da SEMA, sobre a questão de licença para a empresa Equatorial invadir área indígena, além de estarem sendo apuradas a violência praticada dentro da aldeia dos Akróas Gamella.

                     Governo do Maranhão estimula os conflitos agrários

As licenças acentuadas concedidas pela SEMA, de acordo com denúncias da CPT, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e Fetaema, tem levado a empresários a manterem no meio rural seguranças armadas e jagunços para através de pressão pela força retirarem famílias de descendências seculares, contando para tanto com licenças facciosas. O interessante dentro do contexto da violência, que enquanto a Secretaria de Estado do Meio Ambiente procura favorecer empresários do agronegócio, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos fica num faz de conta que apura os fatos, quando na verdade tudo é fruto articulado dentro das instituições do Estado, para unicamente favorecer o capitalismo perverso contra cidadãos pobres e humildes e donos das terras para a própria subsistência e garantia do pão de cada dia.

                   Justiça concede prazo para a SEMA esclarecer licenças

Diante do grave e sério problema dos conflitos agrários, dos quais já resultaram inúmeras mortes, que deram origem a várias denúncias na justiça por entidades de defesa dos direitos humanos e a Defensoria Pública do Maranhão, o Juiz da Vara dos Direitos Difusos e Coletivos já concedeu prazo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente se manifestar com os devidos esclarecimentos, sobre as inúmeras licenças, além dos critérios e avaliações para a concessão e outros fatores, dentre os quais as razões pelas investidas em áreas de comunidades tradicionais.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos, que vem acompanhando todo o processo de agressão às comunidades indígenas e comunidades tradicionais, registra que o Maranhão é a maior referência nacional em conflitos agrários, lamentando que eles são alimentados por quem deveria ter a devida responsabilidade de garantir a paz e a segurança no meio rural.

A violência praticada por policiais militares, seguranças armadas e jagunços, de maneira covarde, levará a Comissão Interamericana de Direitos Humanos a denunciar o Governo do Maranhão a Organização dos Estados Americanos – OEA.

Fonte: AFD

Em 2020 o Maranhão já era o estado com maior população na extrema pobreza com 14,4%

Mesmo com a uma pequena redução em relação a 2019, infelizmente o Maranhão continua liderando no país a extrema pobreza (linha de US$ 1,90). O Brasil tem 12 milhões de pessoas (5,7% do total de habitantes) que vivem na linha de extrema pobreza. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira (03), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O levantamento mostra que 5,7% da população do país vive com renda de US$ 1,90 por dia, ou R$ 155 mensais per capita, apontada como linha de extrema pobreza pelo Banco Mundial. Em 2020, o país tinha 7,3 milhões de pessoas (3,5% da população) com renda mensal per capita de até R$ 89, abaixo da linha de pobreza extrema do Bolsa Família.

Já abaixo da linha do BPC (Benefício de Prestação Continuada), de R$ 261 per capita, vivem 22 milhões de pessoas (10,5%).

Apesar de o Brasil não ter uma linha de pobreza oficial, são avaliados os seguintes critérios:

  • Linha de elegibilidade do Bolsa Família (R$ 178 per capita), que concentrava 13,6 milhões de pessoas (6,5%);
    •    Linha do Banco Mundial de US$ 5,50 por dia, que estava em R$ 450 mensais per capita e reunia 50,9 milhões de pessoas (24,1%); e
    •    Linha de meio salário mínimo, utilizada para o Cadastro Único do Governo Federal, que estava em R$ 523 per capita e incluía 61,4 milhões de pessoas (29,1%).

Sem programas sociais, 32,1% estariam em situação de pobreza

Considerando os indicadores de pobreza (US$ 5,50/dia) e extrema pobreza (US$ 1,90/dia) pelas linhas do Banco Mundial, houve redução da incidência de extrema pobreza e pobreza no Brasil entre 2019 e 2020: as proporções recuaram, respectivamente, de 6,8% para 5,7% e de 25,9% para 24,1% da população.

No entanto, em um cenário hipotético sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas em extrema pobreza teria aumentado de 5,7% para 12,9% e, em situação de pobreza, de 25,9% para 32,1%.

De 2012 a 2019, a diferença entre as taxas de pobreza e extrema pobreza, com e sem benefícios de programas sociais, oscilou entre 2 e 3 pontos percentuais.

Em 2020, o Maranhão era o estado com a maior proporção da sua população (14,4%) em situação de extrema pobreza (linha de US$ 1,90), com Amazonas (12,5%) e Alagoas e Pernambuco (ambos com 11,8%) a seguir.

Houve uma queda da extrema pobreza nesses estados em relação a 2019, quando os percentuais da população abaixo dessa linha eram: Maranhão (21,3%), Amazonas (15,0%), Pernambuco (13,6%) e Alagoas (15,7%).

No outro extremo, os estados com os menores percentuais de sua população abaixo da linha de extrema pobreza em 2020 eram Santa Catarina (1,9%) e Rio Grande do Sul (2,4%), com Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (ambos com 2,6%) a seguir.

Brancos ganharam 73% mais que os negros

A Síntese de Indicadores Sociais também mostrou que a desigualdade entre pessoas brancas e negras só aumentou no primeiro ano da pandemia.

Em média, a população ocupada branca (R$ 3.056) tinha um rendimento mensal médio real do trabalho 73,3% maior que o de pretos e pardos (R$ 1.764) em 2020.

Para os homens, o ganho (R$ 2.608) era 28,1% maior do que o para as mulheres (R$ 2.037).

Pretos ou pardos ocupavam a maior parte das vagas (53,5%), porém ganhavam menos, representando 64,5% do total de subocupados. Eles também morreram mais de Covid no caso de óbitos de pessoas com menos de 70 anos (acima disso, ficaram atrás dos brancos).

Fonte: R7 Economia