Flávio Dino compra 1.472 assinaturas da revista política Carta Capital por R$ 671.984,40

O Governo do Maranhão, através da Secretaria de Estado da Educação, fez um contrato de 1.472 assinaturas da revista Carta Capital sem objetivo claro, mas informando apenas que será para atender as escolas da rede pública.

O valor supera a mais de meio milhão de reais com uma publicação cujo dono, jornalista Mino Carta, é um amigo pessoal do governador. Uma revista sem grande expressão nacional vai faturar exatos R$ 671.984,40, como mostra o contrato abaixo:

É a mais absoluta falta de responsabilidade com a aplicação do dinheiro público.

Jornal da Cidade Online: Texto originalmente publicado por Luís Cardoso

 

Com adiamento da eleição de 2020, fichas-sujas de 2012 poderão concorrer, diz o TSE

Graças ao adiamento das eleições municipais de 2020 por conta da epidemia da Covid-19, os candidatos “ficha-suja” das eleições de 2012 poderão concorrer no pleito. Isso porque a suspensão dos direitos políticos por oito anos, decorrente de condenação por abuso do poder econômico ou político não poderá ser estendida para a nova data das eleições.

Esse entendimento foi definido pelo Tribunal Superior Eleitoral em resposta a consulta enviada à corte pelo deputado federal Célio Studart Barbosa (PV-CE). Por maioria, o Plenário definiu que, nos termos da jurisprudência da casa e da Súmula 19, a contagem do período de inelegibilidade se inicia no dia das eleições em que se verificou o ilícito e encerra exatamente oito anos depois.

Isso quer dizer que a suspensão aos direitos políticos dos ficha-suja de 2012 se encerra em 7 de outubro de 2020. Inicialmente, eles não concorreriam porque as eleições estavam previstas para 4 de outubro. Com a epidemia, a Emenda Constitucional 107 adiou a data de primeiro turno para 15 de novembro, quando estarão todos aptos a participar do pleito.

“Eu diria que sorte é sorte”, disse o ministro Alexandre de Moraes, autor do voto vencedor. “No caso de alguns possíveis candidatos que seriam inelegíveis, não dependeu deles a ocorrência da alteração da data da eleição. A Emenda Constitucional veio em boa hora e disciplinou o que precisaria disciplinar. Inclusive a questão da inelegibilidade”, afirmou.

A única situação de inelegibilidade tratada na EC 107 é quanto aos prazos de desincompatibilização. Assim, a maioria entendeu que o legislador constituinte derivado não foi omisso sobre o tema, mas se silenciou propositalmente. O ministro Tarcísio Vieira ainda destacou que o tema da consulta foi levantado durante a tramitação da emenda.

“Não entendo que seja possível dar elasticidade interpretativa desta forma para que venhamos ampliar restrições de direitos”, disse o ministro Mauro Campbell, em sua primeira sessão como membro efetivo do colegiado.

Sorte de uns, azar de outros
A questão de o prazo de inelegibilidade ser definido por uma questão de sorte foi levantada pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill, em manifestação antes do julgamento. Ele deu exemplo de duas pessoas que sejam condenadas pelo mesmo delito e, segundo a Lei da Ficha Suja, sejam condenadas à perda dos direitos políticos por oito anos.

Se a condenação ocorreu pela eleição de 2014, em 5 de outubro, ela não poderá concorrer em 2022, pois o primeiro domingo de outubro vai cair no dia 2. Já se a condenação ocorreu na eleição de 2016, de 2 de outubro, ela poderá participar do pleito oito anos depois, em 2024, pois vai cair em 6 de outubro.

“A inelegibilidade se conta dia-a-dia. Se alguns têm sorte, outros (…) tiveram azar de ela acabar por se tornar de dez anos, em vez de oito”, exemplificou o ministro Sergio Banhos, ao seguir o voto vencedor.

“Deveríamos ter um critério melhor do que este que está em vigor”, admitiu o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. “Mas a hora de revisitar esse tema não é agora, inclusive porque o processo eleitoral já começou. Para esta eleição, o Congresso, podendo e tendo sido inclusive suscitada a questão, não se manifestou. Isso pode ser tratado como um silêncio eloquente”, afirmou

Legitimidade e Justiça
Ficou vencido o relator da consulta, ministro Luiz Edson Fachin, que defendeu que o prazo de inelegibilidade fosse deslocado para a data das eleições de 2020, em 15 de novembro. Segundo ele, o inesperado e involuntário adiamento do pleito não pode impactar o quadro geral de atores do processo eleitoral, que deve ser regulado pela legitimidade eleitoral definida pela Constituição.

“Sopesando vantagens e desvantagens, entendi que é melhor, mais prudente e salutar não premiar aquele que cometeu um delito, um ilícito, com esse adiamento, ainda que seja por questões alheias à vontade de todos. Se podemos dar uma interpretação que torne a coisa mais justa, penso que é melhor para a aplicação da lei”, concordou o ministro Luís Felipe Salomão, também vencido.

Fonte: CONJUR

 

Presidente Bolsonaro assina MP que ‘reduz tarifa para consumidores de energia elétrica até 2025’

O Palácio do Planalto informou na noite desta terça-feira que o presidente Jair Bolsonaro assinou medida provisória “que reduz a tarifa para os consumidores de energia elétrica até 2025”, segundo nota da Secretaria-Geral da Presidência da República. O texto da medida ainda não foi publicado oficialmente pelo governo, que não explicou como funcionará essa redução e qual será o percentual.

A MP “destina recursos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)”, segundo a nota do governo, para efetivar a redução. A CDE é um super fundo que reúne encargos na conta de luz e banca desde descontos para consumidores de baixa renda ao programa de universalização Luz Para Todos.

A CDE é abastecida com recursos pagos na conta de luz e tem um orçamento anual de cerca de R$ 20 bilhões, pagos pelos consumidores. Ao encontrar outra fonte de recursos para a CDE, o governo reduz a necessidade de aporte de consumidores, impactando positivamente as contas de luz.

De acordo com fontes que acompanharam a edição da MP, ela direciona recursos pagos pelas distribuidoras, transmissoras e geradoras que iriam para os programas de Pesquisa e Desenvolvimento Eficiência Energética para a CDE.

O dinheiro irá amortecer o empréstimo tomado pelas distribuidoras por conta dos impactos causados pela pandemia, que vem sendo chamado de “conta-covid”. Esse empréstimo será pago pelos consumidores até 2025, prazo que o governo diz que a MP irá reduzir as contas. A MP ainda destina recursos do fundo Reserva Global de Reversão (RGR) para atenuar aumentos tarifários para os consumidores das distribuidoras da Eletrobras recém-privatizadas localizadas no Amazonas, Amapá, Piauí, Acre, em Roraima, Alagoas, e Rondônia.

Yahoo Notícias/ O Globo

O PHake

Pergentino Holanda, o PHake, achando-se um fazedor de acadêmicos da Academia Maranhense de Letras, da qual sou membro, achou de dar uma notinha inverídica sobre ela, em sua coluna.

Dizia ele que existiria “um movimento forte entre os acadêmicos para convencer o governador Flávio Dino a entrar para a Academia Maranhense de Letras na vaga deixada pelo pai, Sálvio Dino”. Eu, como membro da Casa, nunca ouvi falar em tal movimento nas reuniões da AML, nem diversos acadêmicos com quem conversei sabiam desse movimento. Preocupado com a falsa imagem que tal nota lançaria sobre o bom conceito da AML, desmenti a fake nestes termos:

“A AML, nos seus 112 de atividades, jamais convidou alguém para entrar para seu quadro de membros efetivos. Não seria agora que o faria. O movimento não alcançou “um significativo número de membros da Casa de Antônio Lobo”, [como diz a notinha] pois não existiu. Ou, se existiu, alcançou um reduzido número de membros da Casa de Antônio Lobo. A fonte de Pergentino trocou as bolas. Criou uma fake.”

Como vê o leitor, não há nessas palavras nenhum insulto, ataque, infâmia ou difamação ao PHake. Eu apenas desmenti uma nota. Mas, eu compreendo a fúria. O tempo passa e as pessoas não percebem a decadência inevitável. Mas não o colunista. No entanto, é preciso assumir as coisas. Ou melhor é preciso assumir-se; “eu estou decadente; é melhor eu assumir isso”. Eis o segredo para uma vida mais feliz, que é assumir-se, reconhecer-se, admitir para si mesmo e para os outros.

Lino Raposo Moreira

 

Procuradoria Geral de Justiça investiga Flavio Dino por suspeita de improbidade administrativa

Do blog do Neto Ferreira

A Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) instaurou um inquérito para investigar o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), por ato de improbidade administrativa.

A Portaria que comunica o fato foi divulgada no Diário Eletrônico desta quinta-feira (27), mas o documento foi assinado no dia 24 desse mês. Segundo a PGJ, a instauração do procedimento investigatório se deu a partir da conversão da Notícia de Fato nº. 002258-509/2019, protocolada no órgão ministerial no ano passado.

Detalhes da motivação do inquérito não foram revelados pelo Parquet, pois são oriundos de uma denúncia sigilosa contra Flávio Dino. A investigação está sob a responsabilidade do promotor Carlos Henrique Brasil Teles de Menezes, assessor do procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau.

O prazo de conclusão dos trabalhos é de 12 meses. Essa não é primeira vez que o Ministério Público instaura um procedimento contra Dino.

Em maio, o governador foi acionado pelo promotor de Justiça de Defesa do Idoso, José Augusto Cutrim Gomes, por não divulgar dados sobre os gastos com medidas de combate ao novo coronavírus (Covid-19) no Maranhão.

De acordo com o documento, a peça foi motivada por inúmeras denúncias de óbitos de idosos que não receberam atendimento, de falta equipamentos de proteção individual, leitos de UTI, respiradores, testes, exames, medicamentos e demais materiais usados contra o novo coronavírus.

Fonte: blog do Neto Ferreira

A cédula de R$ 200 começará a circular nesta quarta-feira (02), informa o Banco Central

Nesta quarta-feira (02), a nota de R$200 vai começar a circular pelo Brasil, segundo informou o Banco Central. A nota, que terá a imagem do lobo-guará, permanece em sigilo. Desta forma, o desenho, a cor e as informações de segurança só serão revelados na quarta-feira, quando a cédula entrará em circulação. O Banco Central encomendou à Casa da Moeda a produção de 450 milhões de cédulas do novo valor até dezembro deste ano.

Essa será a sétima cédula da família de notas do Real e é a primeira nota com um novo valor em 18 anos. Antes dela, a última cédula tinha sido lançada em 2002 – nota a de R$ 20, com a figura de um mico-leão-dourado. Os lançamentos de cédulas novas têm em comum o objetivo de reduzir as transações feitas com dinheiro vivo, economizando com impressão de papel moeda. Outro motivo apontado pelo Governo Federal é a necessidade de fazer frente ao pagamento do auxílio emergencial – estimado em mais de R$ 160 bilhões considerando as cinco parcelas aprovadas.

A imagem foi escolhida por meio de uma pesquisa feita pelo Banco Central em 2000. A instituição perguntou à população quais espécimes da fauna gostariam de ver representados no dinheiro brasileiro. Na época, o primeiro lugar ficou com a tartaruga marinha, usada na cédula de R$ 2. Mais tarde, o segundo lugar estampou a nota de R$20, que foi o mico-leão-dourado.

Brasil 61

 

 

Com operação sob ataque, o povo vai para as ruas em defesa da Lava Jato

Apoiadores da Lava Jato planejam uma carreata em apoio à operação no próximo domingo (06), em diversas cidades do Brasil. A manifestação de apoio é organizada pelo movimento Vem Pra Rua, e ocorre às vésperas da Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se prorroga ou não o funcionamento da força-tarefa da operação.

Estão marcadas manifestações em 19 cidades, em 11 estados. A carreata, anunciada na noite desta segunda-feira (31), já contou com o apoio público do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), que publicou o convite em seu perfil no Twitter.

No dia 10 de setembro termina o prazo para o funcionamento da força-tarefa, instituída em 2014. O grupo, que já pediu a manutenção do modelo de funcionamento e reforços à sua estrutura, depende de uma decisão do procurador-geral da República, Augusto Aras, para uma nova prorrogação do seu funcionamento.

Aras já se mostrou crítico ao funcionamento da operação. Em um caso recente, Aras determinou que documentos coletados pela força-tarefa de Curitiba fossem compartilhados com a PGR – a decisão, validada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em julho, foi revertida pelo também ministro do STF, Edson Fachin, no início de agosto.

Congresso em Foco

 

O MDB vai com o cooperativado Neto Evangelista e aproxima Flavio Dino e Roseana Sarney

  Na política os interesses sempre falam mais alto, além de que divergências ideológicas e pessoais passam a ser coisa do passado, até o surgimento de outras. Quem tinha a plena e convicta certeza de que o MDB do Maranhão apoiaria a candidatura do deputado estadual Adriano Sarney à prefeitura de São Luís, pensou dentro do contexto das probabilidades políticas e ideológicas e naturalmente pelos elos familiares, errou. Quem também não acreditava numa possível aproximação entre a ex-governadora Roseana Sarney e o governador Flavio Dino, pode também estar errado.

A verdade é que o MDB com o aval de Roseana Sarney decidiu apoiar a candidatura do  deputado estadual Neto Evangelista, um dos integrantes da cooperativa do governador Flavio Dino, que deve ter a sua candidatura abraçada pelo Palácio dos Leões.

Não será surpresa alguma, se durante a campanha eleitoral, os dscursos em favor do candidato Neto Evangelista estejam bem afinados entre Roseana e Flavio. Afinal de contas, ambos têm interesses para 2022. Flavio Dino sonha em uma possível candidatura à presidencia ou vice da república e Roseana não esconde de que pretende voltar a política e naturalmente tem as suas pretensões.

Um fato interessante a ser observado é que a ex-governador Roseana Sarney tem um importante apoio popular em São Luís, que pode nesta empreitada política não lhes favorecer, pelo grande desgaste do grupo ao qual vai emprestar a sua popularidade e que pode ser envolvida com perdas irreparáveis. Como o tempo é o senhor da verdade e o grupo da oposição está bem araigado nos segmentos populares sofridos, é esperar para ver.