Fernando Collor, José Serra, Romero Jucá, Kátia Abreu: Políticos conhecidos reprovados nas urnas

Figuras antigas no cenário político não atingiram os votos necessários e amargaram derrota nas eleições deste ano

O primeiro turno das eleições gerais de 2022, realizado neste domingo (2), trouxe a vitória de muitos novatos no Congresso Nacional, a exemplo da ex-ministra Damares Alves (Republicanos), eleita senadora pelo Distrito Federal, e do ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil), eleito senador pelo Paraná.

No entanto, diversos políticos relevantes na trajetória recente do país não tiveram sucesso nas urnas. Figuras como o senador José Serra (PSDB) e o ex-senador Romero Jucá não conseguiram o número necessário de votos e ficaram sem mandato.

Fernando Collor

O senador Fernando Collor (PTB-AL) é um desses casos. Após 16 anos como parlamentar, o ex-presidente da República ficou em 3º lugar na disputa ao Governo de Alagoas. Com 14,71% dos votos válidos, Collor foi derrotado por Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil), que vão para o segundo turno.

Joice Hasselmann

Faz parte desse grupo também a deputada federal Joice Hasselmann (PSDB). Na última eleição, em 2018, a jornalista foi a deputada federal mais votada do país, com mais de 1 milhão de votos. No entanto, na tentativa de reeleição neste ano, ela recebeu cerca de 14 mil votos e ficou de fora.

José Serra

Após dois mandatos na Casa, o senador José Serra (PSDB) obteve 88.926 votos na disputa por uma vaga à Câmara dos Deputados. Duas vezes candidato à Presidência da República, o atual senador, de 80 anos, não conseguiu se manter no Congresso.

Eduardo Cunha

Seis anos após ter seu mandato cassado, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PTB) voltou a se candidatar em busca de uma vaga para deputado federal por São Paulo. Ele obteve apenas 5.044 votos e não foi eleito.

Romero Jucá

O ex-senador Romero Jucá (MDB) é mais um da lista dos que não conseguiram se eleger. Com pouco mais de 91 mil votos, o ex-ministro perdeu a disputa ao Senado em Roraima para Dr. Hiran (PP), que obteve 118.170. Jucá foi senador por três mandatos e tentava voltar ao cargo que ocupou por 24 anos.

Janaína Paschoal

Com pouco mais de 2% dos votos, a deputada estadual Janaína Paschoal (PRTB-SP) ficou em quarto lugar na eleição para o Senado por São Paulo e não conseguiu se eleger. Em 2018, ela obteve uma votação histórica, com mais de 2 milhões de votos.

Kátia Abreu

Depois de 16 anos no Senado, Kátia Abreu (PP) vai deixar a Casa após ser derrotada pela candidata Professora Dorinha (União Brasil). Na tentativa de um terceiro mandato, a ex-ministra da Agricultura teve 18,5% dos votos válidos.

Márcio França

Favorito nas pesquisas para o Senado, o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) foi derrotado pelo ex-ministro Marcos Pontes (PL). O pessebista, que também já foi deputado federal, ficou em 2º lugar, com 36,27% dos votos.

Alexandre Frota

Eleito com mais de 155 mil votos em 2018, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) se lançou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em busca de uma vaga. Com pouco mais de 24 mil votos, não conseguiu se eleger.

Fonte: R7

 

A perseguição prometida por Lula contra Sérgio Moro e Deltan Dallagnol eleitos senador e deputado federal

Sérgio Moro, o juiz que se tornou símbolo nacional da luta contra a corrupção no Brasil, chegou a Brasília em 2019, caminhando em um tapete ‘dourado’ estendido por Jair Bolsonaro. Ministro da Justiça e Segurança Pública, tinha um país sob seus pés e uma cadeira no Supremo ‘logo ali na frente’.

Mas quis o destino (a vaidade e a sede de poder) que ele saísse pelas portas dos fundos, fazendo acusações as quais não conseguiu provar e sua atitude trouxe manchas profundas na própria biografia e respingou de forma pesada na Operação Lava Jato.

Sobrou até para os procuradores do Ministério Público, entre eles, Deltan Dallagnol, figura de maior destaque na condução das investigações que descobriram todo o esquema bilionário de corrupção no coração do PT. A partir daí, o Brasil assistiu, estarrecido, o ex-juiz afundando na lama enquanto pulava de partido, de cargo para o qual concorreria nas eleições e até de estado.

Dallagnol viveu momentos ainda piores, com seu longo e sério trabalho colocado em xeque e perseguido pelo ativismo judicial, o mesmo que tirou Lula da cadeia e o reconduziu á vida pública.

O destino, entretanto, tem sempre uma carta na manga e, no apagar das luzes, veio a surpresa. Sérgio Moro ‘raspou’ o que sobrou de apoio na chamada ‘República de Curitiba’ e foi eleito ao senado federal, seguido por Deltan, o mais votado para a câmara dos deputados em Brasília.

E até Rosângela Moro, a advogada e esposa de Moro, conseguiu sua vaga no congresso nacional, eleita deputada por São Paulo.

Temos que esclarecer ao nosso leitor que não se trata aqui de exaltar a vitória dos traidores, mas chamar a atenção para o fato de que, sim, a Lava Jato continua viva e pode, a partir desses resultados, reacender a própria chama, desta vez com o devido apoio dentro do congresso nacional.

Foi a escolha pela ‘volta’ dos que se tornaram símbolo de combate à sujeira do PT e de seu comandante, o ex-presidiário que tenta reviver a cena do crime.

Lula vem prometendo de forma escancarada que, se eleito, irá perseguir seus ‘algozes’. Uma vingança dirigida especialmente a Sérgio Moro e a Dallagnol, que jurou ‘colocar na cadeia para que sentissem o mesmo que havia sentido’. Mas eles agora são congressistas, em ‘têm em mãos o poder do cargo’ e o foro privilegiado.

Uma situação aterrorizante para o descondenado, principalmente se as urnas confirmarem sua iminente derrota no segundo turno, pois revela ainda que o povo ‘não esqueceu do que ele fez’.

Ah…. esse destino, realmente gosta de pregar peças!

Jornal da Cidade Online

 

Partido Liberal conquista a maior bancada no Congresso Nacional

Tanto na Câmara quanto no Senado, partido tem maioria, seguido pela federação PT-PCdoB-PV.

O partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) consolidou nestas eleições a posição de maior bancada no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a legenda cresceu de 76 deputados atuais para mais de 99.

A federação formada por PT, PV e PC do B vem a seguir, com 80 deputados ao todo, 12 a mais do que a bancada atual. Outra federação que faz oposição a Bolsonaro, composta por PSOL e Rede Sustentabilidade, também viu sua força aumentar, ao eleger quatro deputados a mais do que tem hoje e chegar a 14.

Esse cenário repete a polarização política iniciada em 2018, quando o PT elegeu 54 deputados e o PSL, então partido do presidente Jair Bolsonaro, 52. A correlação de forças dos principais grupos partidários da Casa, centrão e a atual oposição a Bolsonaro, deve ficar praticamente a mesma. Isso se deve à queda nas cadeiras reservadas a partidos que integram essas coalizões, em especial o PSB (aliado a Lula, opositor de Bolsonaro) e o PP (centrão).

Senado

Nas eleições de ontem, um terço do Senado foi renovado. O mandato dos senadores é de oito anos, mas as eleições à Casa ocorrem a cada quatro anos. Assim, são renovados, alternadamente, um terço e dois terços das 81 cadeiras. Os nomes são eleitos em turno único. Ao todo, foram eleitos 27 senadores neste ano, um para cada estado, incluindo o Distrito Federal.

Os resultados consolidam também o PL como o partido com a maior bancada da Casa. A sigla ocupará 14 cadeiras a partir de 2023 — cinco a mais do que na última formação.

Na nova composição, a segunda maior bancada fica com a União Brasil, com 11 senadores —tinha seis na bancada anterior—, e o PSD, também com 11. O PT, de Lula, por sua vez, foi de sete para nove cadeiras.

Outros partidos que compõem a Casa são MDB (10), Podemos (6), PP (06), PSDB (04), PDT (03), Republicanos (03). Já Pros, Cidadania, PSC e PSB têm uma cadeira cada um.

Fragmentação
A fragmentação partidária continua sendo uma marca do sistema político-eleitoral brasileiro, embora novas regras venham diminuindo ao longo do tempo o número de partidos com representação.

Em 2018, saíram das urnas deputados federais de 30 partidos diferentes, número que foi reduzido para 23 na composição atual da Câmara. Após as federações e as eleições de 2022, haverá 19 partidos com representação na Câmara dos Deputados.

Atuação parlamentar
O tamanho das bancadas é fundamental na atuação parlamentar. As presidências das comissões e as vagas na Mesa Diretora são definidas a partir da proporcionalidade partidária, ou seja, as maiores legendas ou blocos ocupam os cargos mais importantes da Casa.

A composição da Casa também tem impacto direto na governabilidade do presidente eleito, já que ele terá de negociar a votação das pautas prioritárias com as legendas.

Financiamento
O tamanho das bancadas também tem impacto direto no financiamento dos partidos, pois a maior fatia dos recursos do Fundo Partidário é repartida entre os partidos de acordo com a votação para deputado federal.

Bancadas maiores também recebem mais recursos do fundo especial que financia as campanhas eleitorais e do tempo de televisão.

Diário do Poder

 

Pesquisas eleitorais manipuladas poderão virar crime com novo projeto

Ricardo Barros apresentará projeto para criminalizar erros nas pesquisas eleitorais; Pesquisas divulgadas um dia antes do pleito terão que acertar o resultado dentro da margem de erro; Proposta inclui pena alta para os institutos, como cadeia e indenização.

O líder do atual governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), anunciou que apresentará, ainda nesta segunda-feira (3), um projeto de lei que criminaliza os erros nas pesquisas eleitorais – comumente atacadas por Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao UOL, Barros contou que a proposta dirá que “pesquisa publicada na véspera da eleição cujo resultado não coincida dentro da margem de erro é crime”. Ele também irá propor pena alta, “não só de cadeia, como de indenização” aos institutos de pesquisa.

Nas pesquisas do Datafolha, Ipec (ex-Ibope) e Quaest, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou dentro do projetado pelas pesquisas, levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais de todos os levantamentos. Jair Bolsonaro (PL), por outro lado, obteve mais votos do que o previsto.

Quanto às pesquisas de intenção de voto para os governos, Barros criticou principalmente os resultados apontados para São Paulo e Rio Grande do Sul, já que Fenando Haddad (PT) e Eduardo Leite (PSDB) eram os preferidos para os respectivos estados. No entanto, eles foram superados, respectivamente, pelos bolsonaristas Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Onix Lorenzoni (PL).

“Nestes estados não teve nada de margem de erro. Foram pesquisas frias, literalmente”, criticou o líder da Câmara. “Não dá mais para fazer pesquisa fria com tanto descaramento”. Ele erra ao dizer que as margens não foram divulgadas, já que a informação está presente tanto na divulgação dos institutos quanto das mídias.

Vale destacar que criminalizar as pesquisas também pode resultar na censura dos veículos de comunicação, dificultando a divulgação dos resultados aos quais o público tem o direito de saber, especialmente para se orientar nas votações.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Erros nas pesquisas de intenção de voto destruíram credibilidade de institutos

Principais empresas do país erraram previsões para o primeiro turno; metodologia é obsoleta, segundo especialistas

Os resultados do primeiro turno das eleições, que ocorreram nesse domingo (2), frustraram as previsões das pesquisas feitas pelos principais institutos que fazem levantamentos sobre a preferência do eleitorado do país. Na eleição presidencial, por exemplo, Datafolha e Ipec davam menos de 40% dos votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontaram a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar sem a necessidade de segundo turno, mas ambos erraram.

Desde agosto, o Ipec fez sete pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto. Considerando os votos válidos, o petista oscilou de 52% para 51%. Levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais estabelecida pelo instituto, o Ipec se aproximou do resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que registrou 48% dos votos para Lula.

No entanto, a empresa não chegou nem perto do total de votos obtidos por Bolsonaro. O presidente teve 43%, segundo o TSE. Nos sete levantamentos do Ipec, contudo, o chefe do Executivo começou e terminou com 37% dos votos válidos. Com o Datafolha não foi diferente. Em seis pesquisas feitas desde agosto, Lula iniciou com 51% dos votos válidos e terminou com 50%. Bolsonaro, por sua vez, tinha 35% na primeira amostra e 36% na última.

Os levantamentos para alguns governos estaduais também não se confirmaram. No Mato Grosso do Sul, o Ipec divulgado na véspera da eleição colocava André Puccinelli (MDB) com a maior intenção de votos, mas ele acabou nem indo ao segundo turno, que será disputado por Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB).

No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) aparecia com 40% dos votos válidos, segundo o Ipec, dez pontos percentuais à frente de Onyx Lorenzoni (PL). No fim, Onyx terminou a apuração à frente, com 37,5% dos votos, e Leite se classificou para o segundo turno com uma diferença de apenas 2.441 votos para o terceiro colocado, Edegar Pretto (PT).

No Rio de Janeiro, o Datafolha antes das eleições apontava o governador Cláudio Castro (PL) com 46% e Marcelo Freixo (PSB) com 40%, o que configuraria segundo turno. No entanto, Castro foi reeleito em primeiro turno: recebeu 58,57% dos votos contra 27,38% de Freixo.

Outro exemplo foi São Paulo. Fernando Haddad (PT) era tido como favorito por Ipec e Datafolha, que davam 41% e 39% para ele, respectivamente. Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparecia em segundo, com 31% em ambos os institutos. Os dois acabaram indo para o segundo turno, mas com Tarcísio na frente. De acordo com o TSE, o candidato do Republicanos teve 42,32% dos votos contra 35,7%.

Senado

Algumas previsões das empresas para o Senado também falharam. Em Goiás, o Ipec previa a eleição de Marconi Perillo (PSDB), com 31%. No entanto, quem venceu foi Wilder Morais (PL), com 25,25% — no Ipec, ele era apenas o quarto colocado.

Astronauta Marcos Pontes (PL), eleito senador em São Paulo apesar de institutos não o apontarem como favorito. Para São Paulo, Márcio França (PSB) era colocado como favorito por Datafolha e Ipec, com 45% e 43%, respectivamente. O eleito, entretanto, foi o ex-ministro Marcos Pontes (PL), com 49,68%, colocado em segundo nas pesquisas.

Outra estimativa que não se confirmou foi em Santa Catarina. Jorge Seif (PL), que tinha apenas 19% das intenções de voto segundo o Ipec, venceu a disputa com 39,79%. Raimundo Colombo (PSD) liderava as pesquisas do instituto, mas ficou em segundo.

No Rio Grande do Sul, o Ipec também não acertou. O instituto colocava Olívio Dutra (PT) como favorito, mas o vencedor foi Hamilton Mourão (Republicanos).

Perda de credibilidade

Na avaliação de especialistas, a quantidade de erros compromete a credibilidade das empresas. Doutor em ciência política, Leandro Gabiati diz que os institutos de pesquisa fazem parte do processo eleitoral e ajudam o eleitor a entender melhor em qual contexto ele vai votar, mas alerta que a baixa assertividade atrapalha o cenário eleitoral.

Quando as pesquisas trazem informações erradas, isso confunde o eleitor. E se os institutos passam a ter descrédito na sociedade e com atores políticos, isso é negativo para a democracia como um todo. É fundamental que os institutos façam uma mea culpa e aprimorem a metodologia e as ferramentas de pesquisa para acertar mais

Leandro Gabiati, doutor em ciência política

Segundo ele, até o segundo turno, que acontece em 30 de outubro, a tendência é de que a sociedade não acredite nas pesquisas de intenção de voto que serão divulgadas. “Os institutos continuarão fazendo pesquisas. Os que contratam vão continuar contratando, mas certamente com muita dúvida e muito questionamento naquilo que venham a apresentar nos próximos 30 dias. Ainda que acertem, a desconfiança está posta.”

O cientista político Rócio Barreto acredita que os institutos também precisam aperfeiçoar a metodologia dos levantamentos. Na avaliação dele, as empresas deixaram de considerar alguns aspectos do eleitorado, como o voto dos indecisos. “É preciso investigar melhor o motivo de a pessoa estar indecisa. Perguntar em quem ela poderia votar caso mude de ideia, se ela tem um plano B para a eleição. Esse percentual pode fazer a diferença no resultado final da pesquisa.”

Para Barreto, o mais importante no momento é que os institutos deem uma explicação sobre os resultados equivocados. “A partir do momento em que eles conseguirem explicar as razões do erro, acredito que conseguem ganhar a confiança novamente. Caso contrário, isso continuará prejudicando a imagem das empresas e fazer com que elas percam confiança.”

Fonte: R7

 

Flavio Dino foi o vencedor das eleições no Maranhão e não tomou conhecimento da oposição

O ex-governador Flavio Dino e agora senador da república foi o vencedor das eleições no Maranhão, impondo as suas regras e o seu forte temperamento. No comando das forças políticas da base governista, ele foi eleito senador com mais de 2 milhões de votos, o correspondente a 63% dos votos e registrou uma expressiva vitória com a reeleição do governador Carlos Brandão, superando as expectativas de pesquisas consolidando a vitória no primeiro turno com 51,14, o correspondente a 1,8 milhão de votos. Apesar da vitória do seu candidato Lula no Maranhão, irá para o embate no segundo turno.

A vitória reconhecida pelos próprios companheiros é atribuída a Flavio Dino, em razão de que ele foi o articulador da sua campanha, a de Carlos Brandão e Lula em todo o Estado, com a preocupação de fazer constantes avaliações e mudanças de rumos em casos necessários e o avanço político em outras, principalmente em busca de apoios importantes nas bases eleitorais de potenciais, o que resultou na sua vitória e de Carlos Brandão. Entraram na esteira das vitórias com mandatos para os legislativos estadual e federal, aliados próximos do senador e do governador.

Ainda no aguardo da definição do presidente a ser eleito, o senador eleito Flavio Dino é na atual realidade, a maior força política do Maranhão com tendência de avançar ainda muito mais, uma vez que a oposição praticamente se desintegrou e com muitas dificuldades para reestruturação, uma vez que precisará de tempo e de lideranças com capacidade e tolerância para a união, levando-se em conta, que muita gente tentará se integrar ao novo governo.

Por outro lado, após o segundo turno para presidente da república, o senador Flavio Dino e o governador Carlos Brandão começarão a trabalhar na construção do secretariado para o novo mandato do chefe do executivo estadual. Muitos cargos do primeiro e segundo escalões devem ser preenchidos por aliados que não conseguiram renovar seus mandatos nas esferas estadual e federal, o que infelizmente impede a formação de equipes técnicas para atender as demandas dos compromissos de campanhas.

Fonte: AFD

 

Povo não perdoa Rodrigo Pacheco na hora da votação foi chamado de Traidor

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, percebeu neste domingo (2), na hora do voto, o quanto está impopular.

Foi duramente hostilizado por seus conterrâneos mineiros.

De fato, Pacheco desempenhou um papel bastante covarde na condução da casa de leis.

Totalmente desajeitado, teve que ouvir o insistente grito de ‘traidor’.

Reação espontânea e legítima do povo.

Jornal da Cidade Online

 

Santinhos de candidatos invadem áreas de sessões eleitorais na Cohama e no Vinhais

Apesar das advertências da Justiça Eleitoral sobre campanha no dia da eleição, terminantemente proibida e a distribuição de santinhos de candidatos por cabos eleitorais e de maneira ostensiva podem gerar prisão em flagrante. Infelizmente, em nada inibiu as ações, primeiramente os candidatos e depois os seus apoiadores, que pelo visto demonstram não terem tomado conhecimento das determinações emanadas da Justiça Federal e fiscalização por parte das instituições de segurança pública.

Constatei em frente ao colégio Dom Pedro II e em frente ao colégio Maria Firmina dos Reis, milhares de santinhos de diversos candidatos, diante da facilidade encontrada, haja vista não ter nas proximidades dos estabelecimentos escolares, pelo menos uma viatura ou mesmo um agente da segurança pública. Diante de não terem encontrado dificuldades para ações proibidas pela Justiça Eleitoral, pelo menos até às 10 horas em que verifiquei de perto o desrespeito, a tendência é que outros infratores possam para sujar ainda mais as ruas dos bairros da Cohama e Vinhais.

Como os santinhos são de vários candidatos, seria muito oportuno que as autoridades identificassem todos e aplicasse multas e outras sanções penais previstas em lei como responsabilização de todos.

Fonte: AFD

 

Leilão de energia por termelétricas, o Maranhão e o Piauí ficaram sem ofertas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contratou 729,2 megawatts (MW) no leilão para fornecimento de energia para a Região Norte, realizado na manhã de hoje (30). O fornecimento, previsto para começar em dezembro de 2026, ficou abaixo do objetivo do certame que era de disponibilizar 1 mil megawatts para a região por 15 anos.

Ficaram sem ofertas a contratação de 300 MW para o Maranhão e 700 MW para o Piauí, que também foram apresentadas no leilão. No total, a previsão era de contratação de 2 mil MW, sendo que 1,3 mil MW ficaram sem oferta.

O fornecimento para a Região Norte será feito por três usinas termelétricas movidas a gás natural, que ofereceram eletricidade pelo preço máximo estipulado para o leilão de R$ 444,00 por megawatt hora.

A empresa Sparta, do Grupo Eneva, prevê investir quase R$ 1,7 bilhão em cada uma das duas usinas a gás que vai construir com potência de 295,4 MW. A Global Participações em Energia deve investir R$ 783 milhões para oferecer 160,8 MW de potência.

O leilão de hoje acontece a partir do estipulado na lei que viabilizou a privatização da Eletrobras. Pelo projeto aprovado no Congresso Nacional, ficou determinado que devem ser contratados 8 mil MW de usinas termelétricas movidas a gás natural.

Apesar de não ter conseguido contratar a metade do previsto, o gerente executivo de leilões da Aneel, André Patrus Pimenta, classificou o processo como “êxito”. “Não temos razão para entender que houve frustração”, disse após a divulgação do resultado.

Para ele, a falta de propostas mostrou desinteresse dos investidores em oferecer esse tipo de infraestrutura na região. “O mercado sinalizou ao leilão que naquelas áreas não há interesse”, observou.

O secretário adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Frederico Teles, disse que o governo fará uma avaliação a partir dos marcos jurídicos que estipularam a contratação das termelétricas antes de decidir o que será feito a partir de agora, uma vez que não houve a contratação prevista. “Tecnicamente a gente entende que a gente fez tudo o que poderia fazer. Agora, vamos reavaliar juridicamente quais são os próximos passos que têm que ser tomados”.

Agência Brasil

 

A degola insinuada por Alexandre de Moraes

Repercutiu intensamente nas redes sociais o gesto de Alexandre de Moraes cortando a faringe com o dedo durante uma sessão em que era julgado se o presidente tinha ou não o direito de realizar lives usando a moradia que lhe corresponde como presidente (Palácio da Alvorada). A maioria petista no pleno do TSE negou-lhe a possibilidade.

O significado e a pessoa a quem se dirigia aquela figurativa degola são perguntas encomendáveis ao cemitério onde são sepultadas as decisões de nossas cortes superiores que espancam e espantam o bom senso.

O gesto, por um lado, causou manifestações de advogados em protesto contra a mensagem belicosa e dilacerante do julgador e, por outro, motivou explicações de assistentes segundo os quais aquela traqueostomia se dirigia, em modo humorado, a um funcionário que tardava em lhe trazer informações solicitadas.

O fato é que expressões de bom humor, jovialidades e gaiatices não correspondem ao perfil do ministro. Mais grave do que isso: em que pese o quanto possa haver de chocante e hostil no gesto de um dedo simulando traqueostomia transversal, a interpretação oposta se destacou nas horas seguintes por ser muito mais compatível com as incisões, rupturas e luxações que sua excelência infringe à Constituição e às boas práticas processuais em prejuízo dos jurisdicionados.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org