
Indagando a minha mãe
O que fazer para chegar
Bem juntinho ao criador
E com ele poder falar
Minha mãe sorriu baixinho
Me olhou com sapiência
Não há forma, não a mágica
É o poder da oração
Vai orando e vai pedindo
Sem nenhuma exigência
Quem sabe Deus te atende
Pela sua paciência
Não exija nada dele
Deixe fluir a verdade
Extravasar o coração
Fazendo o que ele ordenar
Não peca coisas efêmeras
Para Deus não te negar
Ouvi minha santa mãezinha
E orei sem compaixão
Falava sempre baixinho
Na minha concentração
E fui aperfeiçoando
Deixando fluir agora
Toda voz do coração
Dizia assim bem baixinho
Se me ouves sussurras ao meu ouvido
Pois já estou há vários meses
Te fazendo esse pedido, aprendi a falar comigo
Ser fiel de verdade
Me despi de tantas coisas
Até mesmo da vaidade
Para poder te falar
E voltei a ser criança
Nesse meu acreditar
Um belo dia orando
Senti não estar sozinho
Pois alguém está comigo
Sei que é o Criador
Que viu que eu não desistia
E pela pureza que havia
Resolveu me ouvir agora
Começa então
O momento da sua graduação
Pois estava preparado de já saber a lição
E queria ouvir o Mestre com toda perfeição
Jesus falando baixinho
Dizia ao meu coração
Eu te enchi de carinho, de amor e compreensão
Agora fazes a tua parte
Exercita-te meu irmão
Dotei-te de sensibilidade
Para entender teus irmãos
E descobri a verdade
Na mais simples expressão
Ouvindo mais do que ser ouvido
E sempre terás razão
Pois inexiste forma mágica
Quando há compreensão
Dotei-te de tanto carinho, paciência e caridade
Nas expressões bem simplórias
As vezes está a verdade
A alegria da vida, paz amor felicidade.
* José Olívio Cardoso Rosa é advogado militante, poeta e escritor