O governador Flavio Dino, desde os dois últimos meses do ano passado, vem criando expectativas sobre uma reforma no seu secretariado. Ele tem a plena certeza que o governo ficou bem distante das promessas feitas em praças públicas e em um ano eleitoral com novas regras e cercado de muitas cobranças de aliados, sabe que tem muitas promessas assumidas para chegar ao Palácio dos Leões, e que a maioria delas poderão não vir a ser honradas. O inevitável vai acontecer, em que aliados de ontem estarão em campos opostos pela própria definição politica do dirigente estadual.
O governador já vem anunciando fusões de secretarias, com vistas a enxugar a máquina e lhe dar uma melhor visão de controle politico, uma vez que pretende eleger um considerável número de prefeitos já com vistas a 2018. As articulações do Chefe do Executivo Estadual não estão sendo partilhadas com alguns dos segmentos políticos da sua base de sustentação, o que tem gerado desconfianças e indícios de descontentamento, mas como no contexto politico essas questões são bem constantes e muitas vezes superadas ou rompidas, o tempo se encarregará de mostrar os resultados.
A verdade é que o Governo do Estado vai precisar ser mais objetivo e honrar compromissos, assim como tomar atitudes para acabar com ações compensatórias nos campos da saúde, da educação, da segurança, do saneamento básico para politicas públicas efetivas, exatamente no momento em que a recessão econômica e a desordem na politica nacional criam instabilidades, o desemprego se torna bem crescente e a violência não dá trégua.
Uma questão que o governo do estado precisa mudar de discurso, reside em problemáticas da violência, da droga, da fome, da miséria, do saneamento básico, que são bem gritantes, em que se tenta colocar dentro de um contexto nacional, como se o poder público estadual não tenha maiores responsabilidades.
O grande desafio do governador Flavio Dino para 2016, será eleger o prefeito de São Luís. Se realmente vier a apoiar o atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior, terá cobrar dele mais mobilidade e uma atenção urgente para toda a cidade, iniciando pelo centro, que está completamente abandonado. Também terá que orientar o dirigente municipal para a realização imediata de uma reforma do secretariado, se realmente tiver pretensões de se reeleger.
