Comandante Geral da PM garante a indisciplina e a violência e nomeia o tenente-coronel Miguel Neto para o Estado Maior da PM

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A determinação do coronel Marco Antonio Alves Silva, Comandante Geral da Policia Militar do Maranhão em dar uma resposta para o fato registrado dentro da Unidade do Comando 15º Batalhão PM de Bacabal, quando o então comandante, o tenente-coronel Miguel Gomes Neto, exorbitou dentro do seu gabinete e sacou de uma pistola atentando contra a vida do cabo Ney Bandeira e do advogado Juscelino Farias. Os dois foram recebidos por ele em seu gabinete para tratar de um problema referente aos direitos do militar, que se fazia acompanhar do seu advogado. A resposta veio mais rápida do que todos esperavam e marcada pelo exacerbado corporativismo e garantia da indisciplina e da violência reconhecida publicamente pelo Comando Geral da PM.

        A prática indisciplinar e violenta do tenente-coronel Miguel Gomes Neto, que dominou os noticiários desde sexta-feira, quando se registrou o fato até o inicio desta semana, levando-se em observância a remoção imediata do então comandante da unidade de Bacabal, esperava-se que diante da gravidade do fato, seriam instaurados procedimentos para a apuração dos fatos e o afastamento do tenente-coronel até que os fatos fossem totalmente esclarecidos e a aplicação das sanções penais ou isenções, tanto ao oficial e ao cabo.

       O Comandante Geral da PM, que vem sendo acusado de perseguir soldados, cabos e sargentos, inclusive com transferências, que segundo associações militares seriam arbitrárias, deve ter aproveitado a oportunidade para dar uma resposta interna à corporação, a sociedade e a própria Seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil, que pediu providências para o fato e chegou a sugerir a exoneração do oficial, diante da ameaça sofrida pelo advogado Juscelino Farias, que foi envolvido na prática truculenta, quando se encontrava em pleno exercício profissional.

       Pelo que se informa o coronel Marco Antonio Alves Silva, Comandante Geral da Policia Militar, depois de consultar alguns coronéis que integram o seu grupo dentro da corporação, decidiu não instaurar qualquer procedimento contra o tenente-coronel Miguel Gomes e Neto e em ato contínuo exonerá-lo da Unidade de Bacabal e promovê-lo com a nomeação para o Comando do Estado Maior da Policia Militar e dar por encerrado o caso de Bacabal.

       Pela determinação do Comando Geral da PM, o tenente-coronel Miguel Gomes Neto, que foi processado por ter agredido a panadas de fação e aplicado cortes em um Capitão da PM e é conhecido pela sua maneira agressiva com que trata subalternos, está livre e com aval para dar continuidade a sua peregrinação de indisciplina e violência.

      A verdade é que o posicionamento do Comando Geral da PM e que se tornou público pela benevolência e o acentuado corporativismo, afeta a credibilidade da corporação, principalmente nos reflexos negativos, que constantemente envolvem militares e as acusações que são feitas pelas associações de militares, que se queixam de discriminação pelo comando da Policia Militar, têm consequências negativas sérias dentro do Sistema de Segurança Pública e no próprio Governo do Estado.

    Diante dos fatos públicos, agora é esperar pelo posicionamento da Seccional da OAB do Maranhão, em defesa das prerrogativas do advogado, que inclusive motivou a ida de uma comissão de advogados a Bacabal. Para apurar as ameaças feitas ao advogado Juscelino Farias e ao cabo Bandeira pelo tenente-coronel Miguel Neto, totalmente desequilibrado emocionalmente com uma pistola em posição de ataque, que felizmente por pouco não fez vítimas fatais.

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