A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desta quinta-feira (18) foi marcada por um bate-boca entre a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e o relator do colegiado, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). A discussão começou quando Eliziane acusou o relator de tratar mulheres de forma diferente dos homens e cobrou que houvesse “a mesma educação” com todas as parlamentares. “Quero dizer para o senhor tratar as mulheres como o senhor trata os homens. O senhor trata com muito respeito e muita educação, as mulheres também precisam ser tratadas com a mesma educação”, disse.
Gaspar reagiu afirmando que a comissão “não é um circo” e que não havia desrespeitado ninguém:
“Isso aqui não é um circo. A senhora me respeite. Eu não tratei ninguém mal”.
A senadora, então, elevou tom e retrucou:
“Vai vir de tigrão para cima de mim? Me respeite o senhor, deputado. Vossa Excelência pensa que está falando com quem? Quando é para falar com mulher é desse jeito, mas com homem é de uma educação”.
O relator respondeu insinuando que a senadora estaria incomodada com a possibilidade de sua irmã ser convocada para depor no colegiado.
“A senhora não se preocupe. A senhora está preocupada com sua irmã será convocada”, concluiu.
Na ocasião, Eliziane havia questionado o presidente do colegiado, senador Carlos Viana, que por sua vez tinha determinado que dados presentes em telefones celulares, computadores ou relatórios não poderiam ser fotografados ou publicados pela imprensa.
A decisão foi questionada pela senadora que enviou um ofício, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a determinação de Viana. A parlamentar alega que, com exceção de documentos reservados e sigilosos da própria CPMI, o registro de cenas no ambiente do colegiado é livre. Carlos Viana rebateu as críticas da senadora ao afirmar que a regra não se refere a dados da CPMI, mas sim a informações particulares dos congressistas.
Diário do Poder