O governador Flavio Dino, quando em campanha para chegar ao Palácio dos Leões, por inúmeras vezes, em praças públicas e encontros com lideranças prometeu combater a corrupção e zelar pela transparência, garantindo que as mazelas encontradas seriam levadas ao conhecimento público.
A ofensiva foi iniciada pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo precatório com a empresa Constran, em que teriam sido pagas propinas milionárias e que resultou na prisão do economista João Abreu, o então Secretário Chefe da Casa Civil da administração de Roseana Sarney.
No Detran, onde o rombo teria ultrapassado os 50 milhões de reais, pelo que se tem conhecimento, a auditoria feita por técnicos da Secretaria de Estado da Transparência, teriam constatado uma corrupção deslavada e até mesmo de como foi praticada, a certeza de que a impunidade estava assegurada. Com recente Operação Sem Saída, que chegou apenas a uma ponta do iceberg das negociatas dentro do Departamento Estadual de Trânsito, caso haja interesse do Governo do Estado, ela poderá ir até mais adiante e chegar fatos semelhantes ao que estão sendo investigados, mas em escalas bem maiores. A empresa VTI teria pelo menos uns 04 contratos com o Detran até para fazer serviços de informática, em que teria recebido os recursos do contrato e não ter correspondido com a execução do mesmo e tantas outras malversações de recursos públicos.
Dos inúmeros casos de corrupção vergonhosa, a que mais suscita desconfiança, reside na então Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, que hoje mantém a mesma sigla, mas passou a ser apenas Secretaria de Administração Penitenciária. Quando a pasta incorporava justiça, serviu apenas para fazer o contrário, a injustiça, com dezenas de assassinatos e barbáries dentro dos cárceres, fugas, escavações de túneis e que proporcionou a que o Maranhão fosse referência nacional e internacional de violência. Uma tentativa de terceirização do Sistema Penitenciário do Maranhão foi o mote para a corrupção deslavada e o desvio de recursos públicos estaduais e federais, através de contratos viciados em que estavam inúmeras empresas, dentre as quais, a famosa VTI, a Gestor, a Atlântica e outras que sangraram dezenas de milhões de reais dos cofres públicos.
Pelo que se sabe é que as auditorias feitas pela Secretaria de Estado da Transparência teria concluído o trabalho, mas quanto aos procedimentos a serem adotados quanto as responsabilidades dos gestores, estaria havendo certa morosidade e até suspeitas de interferências.
A empresa VTI, que em um contrato no governo passado, assinado no gabinete do então ex-secretário Sebastião Uchôa, embolsou 38 milhões de reais, sem licitação pública, apenas mediante termo aditivo, continua mantendo as suas regras dentro do Sistema Penitenciário do Maranhão, No inicio da atual administração teve o seu contrato de prestação de serviços terceirizado até o mês de setembro e agora foi renovado até o final de março de 2016 e pelo visto já está integrada dentro do novo governo. Ao que se informa, outras empresas prestadoras de serviços também estariam dentro do contexto na atual administração.
A suspeição é de que ao manter empresas viciadas com contratos milionários e elas se arrumando no governo que prega transparência e seriedade, nos remete a fazer uma avaliação; Ou as empresas mudaram todos os seus princípios de negociações e contratos ou o Governo do Estado abdicou dos seus discursos e promessas de seriedade e transparência.
