Ministro da Previdência entregou o cargo após operação revelar fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas e as fortes pressões de que ele seria conivente com a roubalheira. Após pressão decorrente do escândalo de roubos dos aposentados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), decidiu entregar o cargo, diante da iminência de ser exonerado. Segundo o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na tarde desta sexta-feira (2), o pedido de demissão do ministro, durante uma reunião em que as pressões já eram bem fortes e pesquisa pública atingiu 85% pela exoneração do ministro Carlos Lupi.
A decisão ocorre após a deflagração, nesta semana, da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que revelou um esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS, resultando em prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A investigação identificou que entidades associativas aplicavam descontos não autorizados diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas, sem o consentimento dos beneficiários.
A operação resultou no afastamento e posterior a demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado por Lupi. Também foi apreendido durante a operação aproximadamente R$ 1 bilhão em bens e valores.
Segundo a CNN, fontes do governo federal indicaram que o Palácio do Planalto cobrava explicações de Lupi desde abril, especialmente após alertas da Controladoria-Geral da União em 2024 sobre as irregularidades. Apesar de ter sido informado anteriormente, o ministro não adotou medidas efetivas para coibir os descontos fraudulentos. Em nota publicada, Lupi afirmou que tomou “esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso”. No entanto, doravante muitas revelações virão a público, inclusive que muito dinheiro roubado teria sido destinado para caixa da campanha eleitoral de 2026.
Diário do Poder