Com verba milionária adiantada a empresa Matera não fez a manutenção da ponte JK, resultando no desabamento

O Governo Federal pagou a bagatela de R$ 3,6 milhões de reais para a empresa Matera Engenharia cuidar da manutenção da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. O valor foi destinado para limpeza e substituição de juntas de dilatação, muro de arrimo em pedra, recomposição de erosão, injeção de fissuras em estruturas de concreto com adesivo estrutural e recomposição de dreno. Como nenhum serviço foi efetuado, não se sabe quais as razões, dentre elas, quais as que impediram o Dnit de não cobrar, haja vista a empresa Matera ter recebido R$ 140 milhões adiantados. Diante dos fatos, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal podem adotar providências com vistas a responsabilização do Dnit e a empresa contratada nas áreas cível e criminal.

O contrato foi firmado no âmbito do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte). A iniciativa é “responsável pelo gerenciamento de serviços de manutenção e de reabilitação em Obras de Arte Especiais (OAEs)”.

OAEs é uma sigla usada para se referir a grandes obras que englobam pontes, túneis, viadutos, passarelas e estruturas de contenção. São estruturas que integram a malha rodoviária federal em todo o país. A Matera Engenharia tem R$ 276 milhões em contratos firmados com o governo federal. Desse valor, R$ 140 milhões já foram pagos à empresa.

Nessa quinta-feira (26), o Corpo de Bombeiros do Tocantins confirmou oito mortes decorrentes do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek. A estrutura ligava as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Nove pessoas seguem desaparecidas.

Jornal da Cidade Online

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