Durante reunião extraordinária da Comissão Executiva Municipal do PT realizada à noite de ontem em sua sede, a muitos dos membros presentes defenderam que o Partido dos Trabalhadores aumente o seu quadro de filiados com lideranças sindicais e comunitárias e tenha candidatura própria à Prefeitura de São Luís.
O presidente do Diretório Municipal, Fernando Magalhães é contrário a que o PT tenha candidatura própria, que inclusive é defendida pelos filiados ligados ao grupo Sarney e também contrário a que sejam filiados lideranças sindicais comunitárias de bases de trabalhadores e trabalhadoras sindicais e comunitárias. Há também quem defenda uma coligação para apoiar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o que chegou a causar um desconforto em razão das criticas feitas ao atual dirigente municipal, que recebeu apoio para se eleger e depois simplesmente virou as costas para a base que lhe deu sustentação, privilegiando apenas um grupo do Partido dos Trabalhadores.
O nome do médico Yglésio Moises transita muito bem no grupo contrário a coligação, como possível candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores. Ele já vem discutindo a sua possível candidatura ao executivo municipal com filiados e lideranças comunitárias, colhendo subsídios para a elaboração de um plano de ação.
A verdade é que dificilmente haverá unidade dentro do Diretório Municipal do PT, conforme ficou claramente com as presenças dos membros Honorato Fernandes, Cézar Bombeiro, Regina Gomes de Sousa, Ana Maria Araújo, Jesus Maria de Abreu, César Campos, Joab Jeremias e Josiane Costa. Não se pode negar que o PT tem como principal cortejador, o PMDB e em seguida o PDT e o PC do B para tê-lo na base da candidatura do prefeito Edivaldo Holanda, principalmente pelo tempo que terá na televisão, caso não sejam alteradas as atuais regras pela reforma politica.
Outra questão bem séria, reside em que se o PT não conseguir um considerável número de lideranças sindicais e comunitárias para a disputa de vagas na Câmara Municipal de São Luís, poderá correr o risco de não eleger nenhum vereador, até mesmo integrando coligações, daí a grande preocupação dos dirigentes mais experientes da agremiação, diante da atual conjuntura politica eleitoral.
