As decisões recentes do Supremo Tribunal Federal geraram grande expectativa entre senadores críticos dos ministros pela eleição de outros sem “rabo preso” para que o Legislativo exerça o papel previsto na Constituição: freio e contrapeso do Judiciário. Com muitos processos de senadores nas mãos do STF, a avaliação de Eduardo Girão (Pode-CE) é que “o Senado, infelizmente, está de joelhos” e o fim do foro privilegiado, que ajudaria a equilibrar a situação, não está na pauta.
Fazendo coro
O senador Marcos do Val (Pode-ES) é outro a torcer pela eleição este ano de colegas sem pendências judiciais para restaurar o equilíbrio.
Solução há
Alvaro Dias (Pode-PR), que tenta a reeleição, apresentou PEC para reduzir o foro privilegiado para cinco pessoas em vez das atuais 55 mil.
Nível superior de brasileiro
“Essas autoridades estão colocadas em um pedestal”, diz Alvaro, que viu a PEC aprovada no Senado ser engavetada na Câmara há 1300 dias.
Simples assim
Oriovisto (Pode-PR) explica o motivo pelo qual projetos contra abusos do STF não andam no Senado: “Porque a maioria não quer. Porque Rodrigo Pacheco não quer. Porque Alcolumbre não coloca projetos para votar”.
Coluna do Claudio Humberto