Intervenção de Flavio Dino na Serviporto é a causa dos problemas dos ferrys à Baixada Maranhense

O governador do Maranhão, Flávio Dino, editou decreto no dia 17 de fevereiro de 2020 intervindo na empresa Serviporto, que presta serviço de ferry boats entre São Luís e Cujupe. A decisão teria sido em decorrência de um acidente sem maiores proporções ocorrido duas semanas antes, tendo salientado que imediatamente seria feita uma licitação para a operação de novas empresas nos serviços de transporte aquaviário

À época, Flavio Dino, registrou: “Visando restabelecer regularidade do serviço de ferry boat para a Baixada disse: Hoje editei decreto de intervenção em uma das empresas e determinei a realização de licitação”, destacou, salientando que a intervenção possibilitaria a análise de todas as ações desenvolvidas aos serviços  pela empresa Serviporto na gestão administrativa, financeira e operacional, exclusivamente sobre os serviços de ferry boat, com vistas a melhorar a qualidade, a segurança e a eficiência da empresa quanto  horários, viagens, manutenção preventiva das embarcações e segurança da navegação

Flavio Dino também nomeou um interventor pelo prazo de 180 dias prorrogável pelo mesmo período. Para isso, foi nomeado um interventor que assumiu a gestão da empresa por prazo de 180 dias, prorrogável por igual período e que se estendeu a mais períodos, que ficou com responsabilidade de toda a gestão da Serviporto, com três embarcações em pleno funcionamento prestando serviços à população.

          Governo do Estado sucateou os ferrys da Serviporto

As embarcações “Cidade de Araioses”, “Cidade de Tutóia I” e “Baia de São José I”, foram entregues operando aos interventores nomeados pelo então governador Flavio Dino, cada uma delas com capacidade para transportar mil passageiros e 100 carros. Durante todo o período da intervenção que já supera dois anos e meio, as embarcações não passaram pelas devidas e necessárias manutenções e o resultado é que por falta de gestão e responsabilidade dos nomeados pelo governo Flavio Dino, todos os 03 ferrys estão completamente sucateados e parados. O problema assumiu uma proporção séria, que peças de uma embarcação foi retirada para colocar em outra e assim se destruiu um grande patrimônio de uma empresa que vinha operando na travessia desde 1987 com autorização da Superintendência Nacional da Marinha Mercante, através da Resolução Nº 9.620/87.

            Quando é que Governo do Estado vai devolver a Serviporto

Recentemente, o desembargador Paulo Velten, no exercício interino do Executivo Estadual, prorrogou por 180 dias a intervenção do Governo do Estado, na empresa Serviporto. O problema é de proporções sérias e muito grave, uma vez que, a devolução dos ferrys deve ser como eles receberam, todos operando em segurança, o que infelizmente foi totalmente destruído e que com certeza deve gerar uma batalha judicial, diante dos sérios prejuízos patrimoniais e financeiros, haja vista que contas da empresa passaram a ser operadas pelos interventores, inclusive com dinheiro de outros negócios, que eles desconhecem a destinação.

Diante da realidade dos fatos e o elevado tempo de intervenção com a destruição dos ferrys, que para a recuperação depois do sucateamento perverso e demorado, grandes investimentos se fazem necessários. Pelo que vem sendo feito contra a Serviporto, não há outra justificativa para a intervenção, a não ser questão política, com vistas a exclusão da Serviporto do mercado de serviços e identidade com o povo da Baixada Maranhense.

Fonte: AFD

 

 

 

 

 

 

 

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