O advogado Antonio Fernandes, integrante da equipe jurídica da empresa de navegação Serviporto, em entrevista ao programa Algo Mais, da apresentadora Paulinha Lobão, fez importantes revelações sobre a intervenção do governo Flavio Dino na empresa. Elas continuam causando sérios prejuízos e vem sofrendo pressões para a falência.
Para quem não sabe, a Serviporto opera nos serviços de transportes de passageiros e veículos entre São Luís e a Baixada Maranhense, desde 1987 e sempre foi uma parceira do poder público, destacando que as rampas da Ponta da Espera e do Cujupe foram construídas por ela como participação nas obras de melhoria dos serviços.
Governo recebeu embarcações em funcionamento e a intervenção atingiu a conta bancária da Serviporto
O advogado Antonio Fernandes registrou que a intervenção foi ato inexplicável do governo Flavio Dino, uma vez que as 03 embarcações da empresa estavam operando normalmente e até a conta bancária da Serviporto, em que havia recursos de outros negócios passou para o controle dos interventores, não honraram compromissos de compras e serviços acumulando débitos milionários. Adiantou que foi feito um verdadeiro massacre para a destruição total da empresa marítima. Já recorremos a justiça, mas infelizmente nossas ações não prosperam e os resultados lamentavelmente concorrem para a destruição.
Os três ferrys boats da Serviporto começaram a ser sucateados, quando o governo Flavio Dino deixou de fazer as manutenções programadas nas embarcações e posteriormente começaram a tirar peças da que estava parada para colocar nas outras e partir dessas ações a empresa teve a plena certeza de que a destruição era iminente. Foi a partir do processo gradativo de destruição dos ferrys boats da Serviporto, é que o problema começou a ser agravado e o que estamos vendo hoje é uma situação anunciada, decorrente da falta de responsabilidade e de um mínimo visão, disse Antonio Fernandes
Como ficou praticamente visto de que o objetivo do governo Flavio Dino era atingir a Serviporto, faltou-lhe compromisso com a população, em que poderia ter feito uma licitação nacional ou pelo menos arrendar no mínimo duas embarcações até a resolução dos problemas, mas infelizmente deixou-se o problema a mercê da própria sorte até chegar o estado vergonhoso que tem causado revolta e indignação da população, que não tem serviço aquaviário para atender a demanda e nem estrada para quem se aventurar por via terrestre, afirmou o advogado.
Proposta de R$ 50 milhões para recuperar as embarcações sucateadas pelo governo
Antonio Fernandes disse que já houve uma proposta do governo passado do Maranhão, que gastaria R$ 50 milhões para recuperar os 03 ferry boats e posteriormente a Serviporto assumiria a responsabilidade de ressarcir o Governo do Estado. A proposta nem foi avaliada, uma vez que um ferry boat dos atuais da Serviporto, custa em média R$ 30 milhões. Com R$ 50 milhões o empresário pode fazer negócio em que envolve as sucatas e ter duas embarcações novas, salienta o assessor jurídico.
A equipe jurídica da Serviporto vem trabalhando intensivamente com vistas a reverter o arbítrio do governo Flavio Dino e buscar prejuízos e danos causados, inclusive dos recursos retirados da conta da empresa pelos interventores. Os advogados têm plena consciência da luta, mas acreditam que seguindo os caminhos dos direitos conseguirão reverter todo o problema, uma vez que com luta e dentro da lei com seriedade e transparência, pode demorar, mas a verdade sempre prevalece, afirmou Antonio Fernandes.
Fonte: AFD