Depois da greve dos transportes coletivos, em que empresários e rodoviários tripudiaram das autoridades e encerraram o movimento, apenas depois que a prefeitura de São Luís acenou para um acordo em foram investidos 12 milhões de reais, esperava-se um serviço mais humanizado. Puro engano e que temos visto, e em maior intensidade é a esculhambação. A realidade que hoje é cada vez maior, e o número de pessoas nas paradas e nos terminais em busca de um transporte coletivo e mais demorado e dolorido.
A CPI do Transporte Coletivo inicia hoje os seus trabalhos e terá 60 dias para apurar toda a esculhambação que está dentro dos serviços e mais precisamente nos privilégios que beneficiou através de consórcios as maiores empresas que dominam setores da cidade na exploração do transporte e impõe regras que visam unicamente prejudicar os usuários. Estes, assim como as lideranças das entidades comunitárias precisam ser ouvidos para manifestarem indignações sobre o tratamento que lhes é dado todos os dias e cobrarem solução como portadores de direitos constitucionais.
O problema sério não apenas a falta de coletivos, mas inúmeros deles, que todos os dias deixam trabalhadores, trabalhadoras e estudantes em ruas e avenidas devido a panes mecânicas. Há poucos dias, dois desses, que já deveriam ser retirados do tráfego deixaram quase simultaneamente passageiros na avenida Jerônimo de Albuquerque.
O ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior foi enganado por empresários e por vários assessores, quando era levado para a praça Maria Aragão para anunciar a entrega de ônibus novos para a cidade de São Luís, chegando a afirmar no final da sua administração que havia feito a renovação de mais de 80% da frota de São Luís. A exemplo do que estão tentando fazer agora.
Na verdade, são chassis de ônibus velhos com motores recondicionados e carrocerias novas. CPI precisa ver perto o que foi farsa da concorrência pública e sugerir uma outra concorrência pública a nível nacional.
O interesse manifestado pelo Sindicato das Empresas em colaborar com a CPI, visa unicamente tentar defender privilégios e manter a atual esculhambação que maltrata todos os dias milhares de usuários de nossa capital, dentre os quais pessoas deficientes, idosas, crianças, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras.
Fonte: AFD