Com a decisão do STF de permitir governadores e prefeitos exercerem o poder de proibição de celebrações presenciais em templos católicos e evangélicos, mesmo protegidos por medidas de distanciamento e outras regras estabelecidas pelas autoridades sanitárias, surge mais uma vez a questão da omissão das autoridades para a superlotação nos transportes coletivos de São Luís e da região metropolitana.
As aglomerações permanecem em todos os terminais e os coletivos trafegam geralmente superlotados, o que caracteriza que a frota não atende a demanda, o que não é de agora que o Serviço de Transporte Coletivo é deficiente e se tornou pior depois da farsa da concorrência pública. As empresas que dominam todo o sistema detêm suporte com coletivos para atender a prestação de serviços eficientes à população da capital, mas se acostumaram a serem movidas com vantagens, muitas das quais intermediadas por políticos.
Enquanto são apontadas às Igrejas Católicas e Evangélicas como riscos para avanços da pandemia, mesmo com toda a transparência às restrições estabelecidas, as superlotações de todos os dias dos coletivos permanecem ignoradas. As desinfecções em terminais e em alguns coletivos podem ter as suas ações preventivas, mas as aglomerações continuam e nas paradas também não são diferentes. Infelizmente, o maior perigo para o avanço do vírus é dentro dos coletivos, que basta uma pessoa assintomática infectada para levar a doença para milhares de outras, numa espécie efeito dominó.
O deputado estadual Duarte Junior, quando candidato a prefeito fez uma viagem em um transporte coletivo superlotado (foto acima), para mostrar a realidade de ontem e que continua hoje. A sua intenção então de critica, desapareceu depois que foi derrotado nas eleições. Se ele tivesse pelo menos um mínimo de responsabilidade e respeito para com o povo, poderia permanecer na cobrança no parlamento, mas sabe que tem impedimentos por causa da MOB e da Fiscalização Sanitária, instituições ligadas ao Governo do Estado, e que ele não deve e nem pode criticar, para não ser repreendido pelo seu chefe e mentor político.
Fonte: AFD