Mesmo com as sucessivas denúncias e vistorias, que constataram em todas elas a acentuada insegurança em todas as embarcações pelos mais diversos órgãos fiscalizadores, ainda não foi o suficiente para a adoção de respeito aos riscos diários as vidas de milhares de pessoas que utilizam os serviços de fery boat , que operam entre a Ponta da Madeira e o Cujupe todos os dias.
Hoje, embora tenha ocorrido um acidente de menor proporção, um dos velhos ferry boat da Internacional Marítima, que já deveria ter sido retirado de circulação, colidiu lateralmente estruturas de atração da Ponta da Madeira e causou um grande susto aos passageiros.
Há algum tempo, que já se passaram muitos meses, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos – MOB tornou público um edital de concorrência pública a nível nacional para empresas interessadas em explorar os serviços de transportes de passageiros e veículos entre a Ponta da Madeira e o Cujupe. A decisão bem acertada e decorrente dos riscos de milhares de vida que enfrentam perigos todos os dias, se esperava por uma urgência e emergência, levando-se em conta, que nenhuma das duas empresas que exploram os serviços não demonstram qualquer senso de responsabilidade com a vidas que viajam em embarcações totalmente sucateadas.
A colisão de hoje é mais uma que será somada as centenas de acidentes já registrados, inclusive os inúmeros casos em que os fery boats chegaram a ficar à deriva e foram socorridos pelos rebocadores do Porto do Itaqui. Notas públicas com esclarecimentos injustificáveis, implica em responsabilidades, e a pior delas é a da omissão e da conivência com as sucessivas práticas de banalizar a vida.