Sempre afirmei e volto a ratificar, que a concorrência pública para os transportes coletivos de São Luís foi uma grande farsa e que envolveu muitos interesses escusos, dentre os quais a garantia de que as empresas que dominavam o melhor filão das linhas de coletivos continuarem com o mesmo privilégio, mas com a garantia de um processo licitatório. O negócio foi tão vergonhoso, que os empresários para garantir os seus interesses instalaram um grande escritório dentro da SMTT, no sentido de bloquear caso haja alguma medida da Prefeitura de São Luís ou de outros órgãos através da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, contra qualquer consórcio.
A manutenção dos terminais de integração ficou estabelecida na concorrência pública, que a responsabilidade ficaria por conta dos consórcios de transportes coletivos formados por empresas, cabendo ao Executivo Municipal parcerias e fiscalização.
Alguns dos interesses entre as partes não deve ter sido honrado, principalmente na questão de aumentos de tarifas ou compensações e outros acordos, o que deu origem a conflitos no que tange as responsabilidades com os terminais de integração. A chapa esquentou e no caso do Terminal da Integração da Praia Grande, os riscos de desabamento eram tão iminentes, que houve a necessidade da intervenção da justiça.
O juiz Douglas Martins, titular da Vara dos Interesses Difusos e Coletivos determinou em decisão liminar que os empresários fizessem a reforma imediata do terminal, que inclusive já estava parcialmente interditado. Cumprida a primeira determinação da justiça, os empresários chamaram a prefeitura de São Luís para fazer o asfaltamento de toda a área da Integração da Praia Grande, mas ele se recusou e apresentou inúmeras justificativas.
Mais uma vez o juiz Douglas Martins foi obrigado a intervir em defesa dos direitos coletivos e hoje em decisão liminar determinou à Prefeitura de São Luís o imediato asfaltamento de todo o terminal com a devida sinalização. A decisão do magistrado foi bem recebida pelos usuários de transportes coletivos e pela população, que vê assim a justiça fazendo justiça em defesa dos interesses coletivos.
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior em apenas uma semana recebeu duas condenações judiciais contra a sua administração. A primeira para executar obras urgentes no Sacavém, antes de desabamentos que podem ser causados pelas chuvas, e agora foi o asfaltamento e sinalização do Terminal da Praia Grande.
