A intervenção do juiz Douglas Martins, da Vara dos Direitos Difusos e Interesses Coletivos foi importante para acabar com o jogo sujo de empurra entre empresários e a prefeitura de São Luís, quanto as obras do Terminal de Transportes Coletivos da Praia Grande. A realidade é que empresários e o executivo municipal vinham trocando farpas quanto a responsabilidade de fazer a restauração do Terminal da Praia Grande, sem a mínima responsabilidade quanto aos usuários que frequentam o local, que ainda correm risco de vida, com a iminência de um possível desabamento.
Sempre afirmei e volto a ratificar que a existência de interesses escusos dentro do transporte coletivo de São Luís é o câncer prejudica os usuários dos transportes coletivos. Apesar da propaganda do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o seu secretariado capitaneado por Canindé Barros, de que a nossa capital tem um transporte de qualidade, as obras do Terminal da Praia Grande se constituiu num grande exemplo de que a concorrência pública foi uma grande farsa, em que os empresários dividiram a cidade por zona e de acordo com a capacidade capitalista de cada um, tomaram posse das áreas e deram aos interesses de empresários e o poder público o nome de concorrência pública.
Volto a afirmar, que quem que seja, o próximo prefeito de São Luís, terá a responsabilidade de acabar com toda a esculhambação existente no transporte coletivo de São Luís. Há necessidade de que os usuários dos transportes sejam ouvidos e opinem sobre os serviços, o que não foi feito e simplesmente empurraram goela abaixo, tudo o que a prefeitura de São Luís e empresários acharam que lhes fossem convenientes.
Como o juiz Douglas Martins determinou a imediata restauração do Terminal da Praia Grande e a ordem vem sendo cumprida, ficou para depois a questão referente a quem vai pagar as obras. Enquanto isso, os serviços de transportes na capital, continuam bastante precários e os empresários impõem as suas regras e tripudiam dos usuários.