Alguns com mais de três meses de salários atrasados e o decimo terceiro do ano passado e sem quaisquer perspectivas de receber algum para comprar o pão de cada dia, mais de 500 vigilantes de diversas empresas de Serviços de Vigilância e Conservação, que prestam serviços para as instituições do Governo do Maranhão chegaram ao limite.
A crise econômica e financeira do Estado, que veio a tona depois do segundo turno das eleições, tem penalizado de forma violenta e sem um mínimo de perspectiva as empresas prestadoras de serviços.
A maioria dos empresários não consegue honrar compromissos com os seus empregados e não estão suportando a pressão, sem falar nas obrigações sociais e com os fornecedores do material que é utilizado nos serviços de asseio e conservação nos prédios dos órgãos públicos.
Caso o Governo do Estado continue mantendo a politica de discriminação aos seus fornecedores, os empurrando para a falência, tem empresas que devem tomar posições contrárias aos seus propósitos, não haverá outra alternativa, a não ser a de promover demissão em massa, que segundo fontes do Sindicato dos Vigilantes poderá chegar a 500 empregados. É um problema social da maior seriedade, mas não temos outro caminho, dizem alguns empresários, salientando que reconhecem o sacrifício dos empregados, em vista de que eles sabem onde está todo o cerne do problema.
Grupo de empresários do setor vão tentar entendimentos com o governador Flavio Dino para relatar a ele a seriedade do problema e os possíveis desdobramentos, caso não venham a receber o que têm direito para honrar compromissos com os seus empregados em caráter emergencial. Não é o nosso desejo, mas diante de uma realidade cruel e sem precedentes, lamentavelmente seremos obrigados a demitir mais de 500 empregados e haverá empresa que será encerrada por não ter suporte para honrar compromissos sociais, mesmo com recursos a receber, afirmam os empresários.
