Servidores públicos esperam Flavio Dino falar da penalização imposta a eles e os rombos no FEPA e no FUNBEN

Milhares de servidores públicos estaduais da capital e do interior, assim como aposentados e pensionistas aguardam com ansiedade, que o governador Flavio Dino tenha a devida dignidade de justificar as razões pelas quais o seu governo penalizou todas as categorias de trabalhadores do serviço público integrantes de sindicatos que formam o Fórum de Defesa das Categorias do Poder Executivo. Foram inúmeras as tentativas para que o governador concedesse reajuste salarial ou pelo menos reposição salarial, mas em todas as tentativas feitas através de solicitações de audiências encaminhadas ao Palácio dos Leões, o governador não se dignou pelo menos apresentar qualquer desculpa, preferindo a indiferença.

A verdade é que o governador Flavio Dino, pelo próprio autoritarismo não recebeu as lideranças dos 16 sindicatos que representam trabalhadores do serviço público e a indiferença levou as entidades ingressarem na justiça para garantir o reajuste de 21.7%. Mesmo com todas as tentativas para barrar o aumento, o governador Flavio Dino foi derrotado depois de ter utilizado todos os recursos possíveis.

Como o governador é daqueles que arbitra que o poder tudo pode, decidiu mexer no FEPA – Fundo de Pensão e Aposentadoria dos Servidores Públicos, contando com a subserviência de deputados da base governista, conseguindo retirar do fundo R$ 400 milhões. Não satisfeito e querendo suprir caixa para pagamento de aposentadorias e pensões e complemento da folha do pessoal da ativa, o governador Flavio Dino, de maneira bem silenciosa e sem alardes, retirou do Banco do Brasil R$ 150 milhões do FUNBEN –  Plano de saúde dos servidores públicos estaduais, hoje com mais de 70 mil associados.  Os funcionários que integram o plano pagam mensalmente 3% dos seus  salários e mais 1% por cada dependente.

A realidade é que hoje existem milhares de aposentados e pensionistas do Estado preocupados com o rombo dos R$ 400 milhões, que podem comprometer futuramente a garantia deles receberem o correspondente aos seus salários. Nada também é diferente dos servidores que podem ter o plano de saúde comprometido com o desvio dos R$ 150 milhões.

 

 

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