O outrora cabo Campos, militar humilde e lutador ao lado dos colegas nos movimentos em defesa de direitos e da dignidade de soldados, cabos e sargentos, ao ser eleito deputado estadual com o integral apoio dos colegas, uma das suas primeiras providências foi de afastar da categoria e passar a fazer parte do grupo de subservientes do Palácio dos Leões.
Dizendo-se evangélico, migrou para igrejas em busca de outro eleitorado, sendo visto constantemente fazendo pregações e abominando o mal em templos e praças públicas na capital e no interior. Era um morador humilde do bairro do Angelim, e logo tratou de se mudar do bairro, quando sentiu que era outro homem na Assembleia Legislativa do Estado e a ostentação do Poder.
Quase não era visto com a esposa, que foi o grande baluarte do crescimento na vida, e até a casa em que moraram foi transformada em pontos comerciais.
O que era suspeito veio a público quando a esposa do deputado estadual Cabo Campos, não suportando mais os maus-tratos e agressões físicas foi à Delegacia da Mulher registrou boletim de ocorrência sobre agressão física sofrida.
O Cabo Campos é hoje presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado e está indiciado em processo no Tribunal de Justiça, enquadrado na Lei Maria da Penha.
A repercussão na Assembleia Legislativa do Estado foi imediata, tendo a deputada Valéria Macedo, Procuradora da Mulher se inteirado dos fatos e com a confirmação está denunciando o Cabo Campos à Comissão de Ética da Assembleia, pedindo a instauração dos procedimentos legais para a aplicação das sanções penais ao deputado evangélico.
