A professora Elizabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação vem ocupando espaços na mídia para falar da greve da categoria por reajuste salarial e da séria e grave crise no Sistema Municipal de Educação. Ela registra que de acordo com termo de ajuste de conduta assinado entre o Ministério Público da Educação e a Prefeitura de São Luís, deveriam ser reformadas 54 escolas em diversas áreas da cidade, mas apenas 22 estão perto de ser concluídas em condições precárias.
É uma vergonha a situação em que se encontram dezenas de escolas municipais com precariedades absurdas, muitas das quais não têm merenda, material escolar e outras necessidades são cobertas com apoio de professores e pais de alunos. Já fiz apelo ao Ministério Público para fazer valer a sua determinação e ajuizar ações contra a Prefeitura de São Luís, diz a presidente.
Estamos assistindo a pratica de crimes do poder público contra crianças e adolescentes, retirando-lhes o direito constitucional à educação. Os recursos destinados à educação devem ser aplicados com responsabilidade e transparência. Se hoje temos na maioria das escolas alunos estudando com todas as precariedades é fruto de compromisso de professores e a vontade humilde dos seus pais, muitos dos quais, têm a plena a consciência que só através da educação eles podem construir os seus futuros, destaca a dirigente sindical.
Elizabeth Castelo Branco diz que existem escolas que não têm qualquer perspectiva de inicio das aulas para o presente exercício de 2017. As precariedades são muitas que arrastam desde a primeira administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e com certeza se tornarão heranças malditas para o próximo prefeito de São Luís.
Chegamos a ter escolas em que uma semana havia aula e na outra eram executados serviços de reforma. A gestão pública é tão deficiente, que em vários casos são alugadas casas residenciais enquanto as escolas são reformadas e que levam longos períodos. Lamentável sob todos os aspectos é que não há um mínimo de compromisso com educação para com as crianças e adolescentes de São Luís e a realidade em alguns bairros é vergonhosa, diz a presidente do Sindeducação.
Sobre a greve por um reajuste salarial a presidente diz que já sentaram com os dirigentes municipais para entendimentos e devido a própria intransigência da prefeitura, ela mesma abandonou a mesa de negociação e rompeu com os canais de negociação e estamos em greve, mas sempre abertos ao diálogo, afirmou Elizabeth Castelo Branco.
