Pacientes de Chapadinha submetidos à hemodiálise em São Luís pedem socorro urgente

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As imagens nos proporcionaram um misto de dor e indignação e os depoimentos revoltam pelo tratamento que o poder público dá a pessoas doentes e com sérios riscos de perder a vida. A reportagem exibida a níveis estadual e nacional mostra o tratamento que é dado aos pacientes que precisam se submeter a hemodiálise, enquanto elas alimentam as esperanças de um transplante de rim. O transporte três vezes por semana de Chapadinha para São Luís, o demorado atendimento por falta de um maior número de máquinas, que levam pelo menos 04 horas e a disponibilidade para se alimentar adequadamente é muito sério e grave.

Os gastos das pessoas adquirindo alimentos incompatíveis com os estados de saúde, mas infelizmente são os únicos acessíveis pela condição de cada pessoa, quando elas têm disponibilidade. As cenas são retratos vivos do que costumamos dizer que são de cortar coração.

O silêncio do Governo do Estado seria muito mais digno, do que dizer que pretende instalar unidades para hemodiálise em várias regiões, mas simplesmente não diz quando e nem se situa diante do quadro que não se resume apenas a Chapadinha, mas a inúmeros municípios maranhenses.

As declarações dolorosas dos pacientes tocaram profundamente as pessoas humanas, que vêm nelas os seus próximos a semelhança do Deus Pai, e conseguem assimilar a dor que sentem e o clamor de socorro mostrado em seus rostos.

Apesar da Constituição Federal do Brasil ser bem clara e objetiva de que todos os cidadãos têm direito a saúde e dignidade humana, muitos leigos sabem disso, mas desconhecem os meios para buscar os seus direitos, e naturalmente com maior interpretação aos princípios emanados da lei, um advogado, um promotor de justiça e um magistrado deveriam ter consciência plena para defendê-las e lutar para que sejam respeitada pelos gestores públicos, diante das realidades denunciadas publicamente. A Seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil chegou a ensaiar a um posicionamento público, mas ficou apenas em alguns discursos e foi facilmente convencida pelas instituições públicas a não se envolver nos fatos reais e bastante gritantes, que aumentam todos os dias.

Infelizmente, o que estamos vendo claramente é a banalização da vida nos serviços de saúde, em que viver ou morrer tanto faz. Recentemente pelo menos seis crianças morreram no Hospital da Criança e pelo menos se desconhece se houve ou não providências das autoridades para apurar as responsabilidades e como tem aquela história de que o poder tudo pode, a saúde vem sendo feita sem levar em conta a garantia de direitos e tudo depende dos gestores públicos e da determinação dos governos e dos seus gestores, quer sejam municipal, estadual e federal.

Aqui, quero fazer um importante apelo aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, até por piedade para se posicionarem em fazer valer o direito e a dignidade humana das pessoas que precisam ser submetidas a hemodiálise e que vêm de Chapadinha, para que o Governo do Estado instale máquinas com estrutura capaz para atendimento no próprio município. Elas são seres humanos iguais a todos nós e precisam não apenas da solidariedade nossa, mas da misericórdia que vem sendo semeada pelo Papa Francisco para o Povo de Deus.

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