Presidente da Assembleia negociou reajuste salarial de 5% para os servidores e depois engavetou a proposta

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  Depois que o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado desestabilizou o parlamento estadual com denúncias públicas dos servidores fantasmas, que levou o Ministério Público Estadual a denunciar a Assembleia Legislativa do Estado a Justiça e a pressão que a levou para abrir a caixa preta dos fantasmas, o deputado Humberto Coutinho tratou de mostrar o seu exacerbado autoritarismo.

         Com a articulação da eminência parda do presidente, Carlos Alberto Ferreira, Diretor de Comunicação do Poder Legislativo, primeiramente foi destruído pelos seguranças da casa o boneco símbolo dos servidores fantasmas, em seguida a expulsão da sede do Sindsalem de dentro das dependências da Assembleia e por último a cooptação de um grupo de servidores do quadro efetivo para negociar uma pauta de reivindicações da categoria.

         Os servidores que se deixaram cooptar pela eminência parda, levaram para a mesa de negociação a mesma pauta do sindicato, deliberada em assembleia geral da categoria. Sem maiores questionamentos, o presidente Humberto Coutinho garantiu o reajuste de 5% com retroativo a maio, afirmando que antes do recesso de julho, a mesa diretora faria a leitura em plenário e posteriormente a proposta seria encaminhada para as comissões e em seguida a votação em plenário.

          A verdade é que nada prosperou e o Carlos Alberto Ferreira quando é cobrado pelos servidores recrutados por ele para negociar com o presidente, diz que o deputado Humberto Coutinho ainda não teve oportunidade para fazer a leitura da proposta em plenário. Como estamos caminhando para a segunda quinzena de agosto e a proximidade das eleições municipais, que vai dificultar quórum para votações em decorrência da maioria dos deputados estar percorrendo as suas bases politicas, os servidores entendem que foram enganados tanto pelo Carlos Alberto Ferreira e o deputado Humberto Coutinho.

          As expectativas no momento estão concentradas na ação do Ministério Público que tramita na Justiça e está sendo acompanhada pelo advogado do Sindsalem.

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