Tribunais estaduais não respeitam o STF e burlam decisão da Corte

Ao menos sete tribunais estaduais burlaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu os penduricalhos e pagaram a magistrados salários acima dos limites estabelecidos pela corte. O descumprimento ocorreu com base em resolução do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público. Em maio, 616 juízes e desembargadores receberam vencimentos que ultrapassam o teto constitucional, de R$ 46,4 mil, com cifras que chegaram a até R$ 495 mil no mês.

Naquele mês, estava em vigor decisão do STF que proibiu adicionais como auxílio-alimentação, moradia e indenização por acervo e criou um novo limite para os vencimentos. Pela regra do tribunal, os salários poderiam chegar a no máximo R$ 78,8 mil, diante de certas condições. O drible na decisão do Supremo ocorreu, de acordo com os tribunais, seguindo uma decisão administrativa conjunta do CNMP e do CNJ. O caso demonstra claramente a bagunça generalizada que tomou conta do país, onde as decisões judiciais são interpretadas de acordo com a conveniência das partes interessadas.

Jornal da Cidade Online

 

Flavio Dino suspende decisão do TCU de devolução de R$ 6,9 milhões por construtora acusada de superfaturamento

Flávio Dino suspendeu uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a devolução, pela construtora Camargo Corrêa, de R$ 6,9 milhões aos cofres públicos por um contrato com o governo federal considerado superfaturado. O contrato em questão foi celebrado em 2007 e dizia respeito à adaptação do Círculo Militar de Deodoro para os Jogos Pan-Americanos. A partir de então, o local passou a se chamar Complexo Esportivo de Deodoro.

Para não pagar a dívida, a empresa alegou a prescrição da cobrança. Para o TCU, porém, o prazo não chegou nem perto de prescrever, tendo sido interrompido no final de 2007, com o início da fiscalização. Outras ações, como um despacho de 2009 e um acórdão de 2011, também atuariam para impedir a prescrição de cinco anos. Não adiantou argumentar. O ministro acolheu a argumentação da Camargo Correia e a União perdeu R$ 6,9 milhões.

Jornal da Cidade Online

Imprensa livre

                                                              Pedro Valls Feu Rosa

Dizem que a humanidade padece sob uma corrupção tão endêmica quanto histórica. Geme por conta dos péssimos sistemas de saúde. Chora por não dispor de saneamento básico adequado. Desespera-se com problemas vários de infraestrutura e administração. E até testemunha a fome assassinar uma criança a cada cinco segundos.

Há quem diga serem estes os grandes desafios da raça humana. Peço licença para, humildemente, discordar. Estes não são problemas, mas meras consequências. São efeitos, na verdade. Efeitos da falta de uma imprensa livre e transparente.

Sim, é aqui, defendendo o direito humano de acesso à informação, que deveremos travar a maior de nossas batalhas em defesa da cidadania e da eficiência.

Afinal, como disse Thomas Jefferson, “onde a imprensa é livre e todo homem é capaz de ler tudo está salvo”.

A imprensa não é livre quando vinculada a poderosos grupos econômicos, cujos interesses quase sempre se sobrepõem aos da população. A imprensa não é livre quando depende da ajuda financeira de governos. A imprensa não é livre quando sujeita a uma censura disfarçada por parte do sistema legal. A imprensa não é livre quando utilizada pelo poder político e econômico como instrumento de dominação de países inteiros.

É paradoxal: em tempos de Internet e globalização a humanidade depara-se com sua maior crise – a do acesso à informação. Olhe ao redor e perceba que, no mundo, apenas uma a cada sete pessoas vive em países nos quais as notícias são livremente divulgadas – e não estão incluídos neste cálculo os mecanismos mais sutis de controle dos meios de comunicação, aos quais me referi, e nem os casos de quase monopólio de divulgação de notícias.

Precisamos, assim, enquanto humanidade, conceber leis que protejam a imprensa da influência inadequada do poder político e econômico e dos mecanismos de censura disfarçada. Leis que obriguem cada veículo de comunicação a informar a população sobre as origens de seu faturamento.

Leis que imponham ampla transparência na atividade de estabelecer o que é e o que não é notícia. Leis que impeçam práticas monopolistas nos meios de comunicação. Leis que obriguem a divulgação dos vínculos profissionais dos formadores de opinião e de suas famílias.

Avançar nesta seara é trabalho para os séculos – e prova de maturidade dos povos!

*Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

 

Com o dinheiro do povo Lula e Janja têm mais de mil empregados terceirizados no Planalto e na Alvorada

Desde que o casal Lula e Janja assumiu o controle dos palácios da Alvorada e do Planalto, o número de terceirizados para atenderem aos caprichos dos petistas disparou e subiu quase 20%. Em dezembro de 2022, último mês antes de Lula assumir, a Presidência da República contava com 895 servidores terceirizados. Em maio deste ano, data dos dados mais recentes, o exército de serviçais somou 1.064 trabalhadores.

Frota

Lula, que sempre esbanja em limusines no exterior, tem à disposição uma tropa de 75 motoristas, todos pagos com o nosso dinheiro

Traz o cafezinho

O número de copeiros também impressiona, são 52 profissionais. Tem ainda outros 81 garçons para abastecer Lula com água e cafezinho.

Bem vigiado

Apesar de contar com a Polícia Federal, GSI e Forças Armadas, Lula ainda mantém 38 vigilantes sob tutela da Presidência.

Lista infinita

A Presidência ainda conta com 26 recepcionistas, outros seis gesseiros, quatro piscineiros e até um chaveiro. Há ainda arquitetos, engenheiros…

Coluna do Claudio Humberto

Lula recua de nova derrota e indicação de Jorge Messias para o STF será depois da eleição

Lula foi demovido da ideia, que sustentava até o mês passado, de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal. Os cenários hoje são: enviar logo após a eleição ou deixar para fevereiro. As bravatas de Lula, sugerindo reenvio imediato, vieram depois dos “trackings” do Planalto captarem ligeira melhora na desgastada popularidade do petista após confronto, sobretudo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Olho na urna

Eventual reenvio este ano vai depender do resultado eleitoral, com envio caso Lula seja derrotado, já contando que a questão vai parar no STF.

Outro clima

Hoje, o cenário mais provável é que fique para fevereiro, após o fim da legislatura, com possibilidade de troca da presidência do Senado.

Água no chopp

Lula não vai admitir, mas o recuo veio após Alcolumbre segurar votações que o petista está de olho, como o projeto do fim da escala 6×1.

Caminho complicado

Além da má vontade de Alcolumbre, regra interna do Senado impede que uma mesma nomeação seja votada duas vezes em um ano.

Coluna do Claudio Humberto

 

Presidente da Câmara Hugo Motta voou 176 vezes em aviões da FAB e 43% das viagens para o seu Estado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizou 176 voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) durante seu mandato à frente da Casa. Do total, 43% dos deslocamentos tiveram como destino a Paraíba, seu estado natal, o que levanta questionamentos sobre o uso de aviões oficiais para viagens de caráter pessoal, proporcionando deslocamentos de aeronaves com apenas um passageiro, o que gera enormes prejuízos e desperdícios do dinheiro do contribuinte de impostos.

Os números, que abrangem o período desde que assumiu a presidência da Câmara, colocam Motta entre os parlamentares que mais utilizaram a frota da FAB em viagens recentes, alimentando questionamentos sobre transparência e critérios de utilização de recursos dos pagadores de impostos na aviação oficial pelo Legislativo.

Jornal da Cidade Online

 

O golpe de R$ 20 bilhões do Itaú contra o Estado de São Paulo: A face oculta do maior banco do país

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, tornou-se também o maior devedor de impostos da cidade de São Paulo. Segundo a Prefeitura, o conglomerado deve R$ 19,9 bilhões, sendo R$ 9,4 bilhões de responsabilidade do Itaucard. A origem da dívida é uma fraude tributária: entre 2015 e 2019, o banco montou escritórios de fachada em Poá, município da Grande São Paulo com alíquota de ISS de 0,25%, contra os 2% cobrados na capital, onde de fato funcionava sua operação real. A farsa foi flagrada em 2019 pelo então vereador Ricardo Nunes, hoje prefeito de São Paulo, à frente da CPI da Sonegação Tributária. Diretores do Itaú, convocados a depor, confessaram nunca terem pisado em Poá, expondo como falsas as atas de assembleias que sustentavam a fachada.

Uma das sedes funcionava numa sala de 14 m² na sobreloja de um supermercado. Julgado e condenado por má-fé pelo Conselho Municipal de Tributos, o banco agora deve pagar em dobro: o imposto sonegado mais 100% de multa qualificada, por dolo comprovado. Há ainda uma segunda fraude apontada pelo CMT, envolvendo omissão de receitas do marketplace do banco.

O caso expõe uma contradição muito incômoda: a mesma instituição que historicamente cobra rigor fiscal do Estado brasileiro e influencia decisões econômicas em Brasília — inclusive junto ao governo Lula/PT — foi flagrada estruturando uma fraude bilionária contra o erário municipal. Gestão polêmica não é novidade no Itaú, mas o tamanho e a sofisticação do esquema revelam como grandes conglomerados financeiros operam com dois pesos e duas medidas: exigem austeridade de fora, sonegam por dentro.

Jornal da Cidade Online

Governo do Chile propõe julgar como adultos adolescentes a partir de 16 anos

Proposta atinge jovens de 16 anos ou mais acusados de homicídio, estupro e outros crimes graves. O governo chileno apresentou uma proposta para que adolescentes a partir de 16 anos que cometerem crimes graves, como homicídio e estupro, possam ser julgados como adultos. O anúncio foi feito pelo ministro da Segurança, Martín Arrau. A iniciativa foi retomada após o assassinato de um menino de 12 anos durante um assalto à sua família. Segundo as autoridades, adolescentes participaram do crime.

O caso reacendeu no Congresso um projeto de lei que estava parado desde 2022 e trata do endurecimento das punições para menores envolvidos em crimes graves. Atualmente, no Chile, adolescentes a partir de 14 anos respondem criminalmente por seus atos, mas estão sujeitos às regras do sistema de justiça juvenil, que prevê penas inferiores às aplicadas a adultos.

Pela proposta do governo, adolescentes de 16 anos ou mais acusados de crimes como homicídio, estupro, incêndio e outros delitos considerados graves poderão ser julgados pela Justiça comum. Para isso, será necessária uma solicitação do Ministério Público e autorização de um juiz.

Diário do Poder

 

Operação do Gaeco Sintonia da Gravata na Bahia prende 09 advogados sendo 03 por elo com o PCC

A polícia da Bahia deflagrou na sexta-feira (3) a Operação Sintonia da Gravata para desarticular um esquema de facções criminosas instaladas em presídios do estado. Nove advogadas e três advogados foram presos sob suspeita de intermediar ordens entre líderes do Comando Vermelho, do Bonde do Maluco e do Terceiro Comando Puro presos e faccionados em liberdade. Outros doze investigados também foram alvo de mandados de prisão. Segundo o Ministério Público, os advogados formavam um “núcleo externo” que, mediante abuso das prerrogativas da classe, burlava o isolamento imposto em unidades de segurança máxima, permitindo que lideranças presas continuassem comandando o tráfico de drogas, aquisição e circulação de armas, movimentação financeira e resolução de conflitos internos das facções.

A Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões em dinheiro, além de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves dos investigados. Mais de cem agentes, entre policiais e promotores do Gaeco, cumpriram as ordens de prisão e 27 mandados de busca em Serrinha, Salvador, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis. Notebooks, celulares e documentos apreendidos podem revelar novos envolvidos na estrutura. A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Ministério Público em todo o país.

Jornal da Cidade Online

 

Subserviência causa a desmoralização plena do diretor-geral da PF de Lula

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que os brasileiros sancionados pelos EUA tivessem vínculos com o crime organizado. Porém, dois dias depois, a própria PF deflagrou a Operação Exchange, desmentindo o diretor ao investigar essas mesmas pessoas por esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional.

Qual a credibilidade que essa autoridade passa para a população?

Zero. A própria sequência dos acontecimentos gera críticas e questionamentos sobre a declaração a atuação do diretor da PF, já que a operação foi conduzida pela própria corporação poucos dias após sua manifestação pública. O que se percebe é que Andrei Rodrigues esbarra em sua própria incompetência e subserviência ao sistema, envergonhando a gloriosa PF.

Jornal da Cidade Online