Superlotação e maus-tratos causaram motim em presídio de Coroatá que resultou em 13 feridos

A superlotação nas unidades prisionais do Maranhão é uma realidade que vem crescendo seriamente, mas que infelizmente não são observadas com a devida responsabilidade pelo poder público, mesmo com as advertências de órgãos de controle. Ontem (22), registrou-se um motim na Unidade Prisional de Ressocialização de Coroatá, que resultou em 13 presos feridos.

O problema surgiu quando chegaram ao presidio Defensores Públicos, que teriam recebido denúncias de estaria havendo maus-tratos aos presos e a irresponsável superlotação em todas as unidades prisionais do Estado, começando por São Luís. Recentemente o Ministério Público de Imperatriz teve que intervir com pedido a justiça para providências em várias unidades da região tocantina e que poderia resultar em problemas sérios e de maiores proporções em relação ao que aconteceu em Coroatá.

No caso de Coroatá, quando os presos notaram a presença dos Defensores Públicos na unidade prisional, começaram a bater nas portas das celas para chamar a atenção e gritavam que queriam fazer denuncias de maus-tratos. Diante dos ânimos exaltados, os defensores públicos decidiram marcar para outro momento, ouvirem as denúncias. Depois que deixaram o prédio, os problemas de revolta tomaram dimensão, com o registro de conflitos e segundo os presos, eles teriam sido agredidos violentamente pela Polícia Militar. Houve a necessidade de 13 presos serem conduzidos a uma casa de saúde para receberem tratamento médico, diante dos ferimentos sofridos com utilização de balas de borracha e muita pancadaria. A Defensoria Pública e Ministério Público devem apurar a questão dos maus-tratos e os excessos policiais, além da natural responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária.

Interessante é que o secretário Murilo Andrade, titular da SEAP, que fez silêncio obsequioso em torno dos assassinatos de dois agentes temporários executados de maneira covarde por elementos ligados a facção criminosa. Silêncio também adotado nas denúncias feitas pelo Ministério Público de Imperatriz, mas decidiu emitir uma nota sem maiores explicações, inclusive sobre a violência que resultou em ferimentos nos presos na unidade de Coroatá.

A verdade é que apesar das advertências que vêm sendo feitas pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública sobre os riscos cada vez mais iminentes de problemas no Sistema Penitenciário do Estado, o Governo do Estado, demonstra total indiferença.

 

 

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