Presidente omite não pagamento de direitos trabalhistas aos demitidos da Câmara Municipal

O vereador Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal de São Luís, em entrevista ao programa Bom Dia Mirante fez uma avaliação da atuação do parlamento municipal no exercício de 2021 e destacou o avanço de inúmeras pautas.

Questionado sobre a demissão de mais de 140 contratados do legislativo municipal, o vereador Osmar Filho, repetiu o que vem fazendo, passando a responsabilidade para justiça, como se esta que tivesse feito as contratações e executado as demissões sem pagar os direitos trabalhistas, uma vez que quase todos tinham carteiras assinadas e regidos pela CLT.

Os recursos gastos pela Câmara Municipal de São Luís, na administração passada, em que o presidente era o próprio Osmar Filho, com um vergonhoso curral eleitoral com a contratação de mais 300 pessoas mediante um salário mínimo para votarem em São Luís e em Cajarí, nunca foi apurado. O esquema era de compra de votos e chegou a ser denunciado ao Ministério Público Eleitoral, uma vez que o pagamento era feito através do Bradesco, o que ainda pode ser averiguado caso haja interesse das autoridades em zelar pela transparência nas eleições.

A verdade é que o legislativo municipal desligou todos sem fazer a rescisão trabalhistas, em que estão pessoas com mais de 20 anos de serviços e outros até com mais de 30, mas que durante todo o período não tiveram recolhidos, os seus direitos de contribuição ao INSS e o FGTS pela Câmara Municipal. No caso do INSS, os descontos que foram feitos dos prestadores de serviços não aparecem, e pelo visto podem ter sido desviados.

Diante das manifestações do presidente Osmar Filho, de que as demissões foram autorizadas pela Justiça, advogados dos prejudicados vão solicitar informações, com vista aos devidos e necessários esclarecimentos. O que veio a público é que a Justiça sempre se manifestou pela posse dos aprovados em concurso público, e que por sucessivas vezes chegou a ser postergado pela direção do Poder Legislativo Municipal.

Apesar do problema ser do conhecimento de todos os vereadores, não existe quem tenha a determinação de denunciar e cobrar, afinal de contas para eles, os demitidos e seus famílias não são povo e cidadãos e muito menos eleitores. Afinal de contas para todos, os compromissos e promessas para com a população estão no discurso, no papel e na demagogia. Bem recente, o vereador Paulo Vitor, em campanha para presidência do legislativo com o apoio de Osmar Filho, querendo enganar os desrespeitados ex-empregados prometeu dar 50% do seu décimo terceiro para a compra de cestas básicas em favor deles. Teve um dos demitido dito a ele, não queremos esmolas e sim os nossos direitos e perguntou a razão de se manter calado no plenário da Câmara? Ele saiu furtivamente sem responder.

Fonte: AFD

 

Nicolas Tiago Motta

Essa é a política na minha amada São Luís. Minha mãe é uma dessas prejudicadas, com 28 anos de câmara. Mas cremos que a Justiça de Deus não falha.

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