Por falta de pagamento todo o Complexo Penitenciário de Pedrinhas está sem bloqueadores de celulares

Uma empresa mineira importada pela Secretaria de Administração Penitenciária, decidiu retirar todos os bloqueadores de celulares das unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A decisão foi decorrente da falta de pagamento do aluguel dos equipamentos e manutenção, sendo que muitas foram as tentativas feitas para o pagamento dos débitos, que segundo informam teria superado os R$ 2 milhões. A vigilância em todas as unidades prisionais do complexo está em alerta máximo, observando-se que dentro da realidade, a existência de celulares em todos os presídios é um fato concreto, levando-se em conta que a superlotação é também crescente, o que acaba gerando problemas maiores e riscos de conflitos e confrontos entre facções rivais.

Recentemente, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos advertiu as autoridades sobre o crescimento da população carcerária em relação as vagas existentes, mostrando que para as 8.531 vagas disponíveis, a população é de 11.756 detentos, atingindo um percentual bem próximo dos 30%, o que é considerado de risco elevado, decorrente da existência das facções rivais.

A vigilância está redobrada em todas as unidades prisionais e o sistema de videomonitoramento, que conta com vários pontos cegos, que nunca foram contornados, apesar dos elevados valores pagos, se constitui em mais uma séria falha.

As últimas informações que circulavam ontem dentro da Secretaria de Administração Penitenciária é que estariam sendo feitas negociações com a empresa para que os equipamentos sejam recolocados e a ampliação dos serviços para que se torne efetivamente bem eficiente. O problema maior é que os presos que já identificaram a ausência dos bloqueadores já estariam socializando as informações com as unidades prisionais e o perigo é que sejam articuladas ações dentro do próprio Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

 

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