Passageiros de coletivos de São Luís correm sérios riscos com o covid-19 e muitos podem perder a vida.

O precário serviço de transporte coletivo de São Luís é decorrente da irresponsabilidade do poder público em assumir efetivamente o dever de fazer funcionar com seriedade e transparência todos os setores que envolvem a garantia de direitos dos usuários. Por inúmeras vezes já denunciei aqui e nunca fui contestado, de quem manda e determina todas as regras do transporte coletivo em São Luís, são os empresários.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte é uma instituição figurativa dentro do sistema. Para uma dimensão maior da esculhambação, os empresários têm uma espécie de escritório instalado dentro da SMTT, como parte de um acordo em que fazem parte o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o então ex-secretário Canindé Barros. O número de coletivos e horários para atendimentos nas linhas de serviços de toda a capital é determinado pelos empresários.

Antes da pandemia, o povo sofrido reclamava nas redes sociais e na mídia e chegava até a fazer apelos extremos ao prefeito Edivaldo Holanda Junior, que sempre respondeu com a indiferença e o resultado é que São Luís tem um dos serviços mais deficientes do Brasil, muito embora os gestores públicos tentem contestar para agradar os empresários. Seja quem for o próximo prefeito de São Luís vai ter acabar com o protecionismo viciado, e que naturalmente teve custos para a farsa da licitação protecionistas e com cartas marcadas para garantir interesses de empresários.

Trabalhadores e trabalhadoras que residem na zona rural reclamam todos os dias os serviços altamente deficientes, em que os coletivos rodam superlotados e a maioria em condições precárias. Se chover durante a viagem, todos se molham pelas goteiras e independente disso, o calor sufocante proporciona a que a maioria dos passageiros coloque as suas máscaras no queixo sem a devida e necessária proteção nos olhos, no nariz e na boca. Há um grande temor das pessoas em serem infectadas pelo covid-19 e posteriormente perderem as suas vidas, diante da total irresponsabilidade da Prefeitura de São Luís e os empresários.

Diante da seriedade do problema, levando-se em conta que a precária fiscalização é parte integrante de um acordo hipócrita, em que a única prejudicada é a população de São Luís. Entendo que já é o momento do Ministério Público Estadual interceder como fiscal da lei e a Defensoria Pública podem perfeitamente se posicionar em favor dos cidadãos que temem pelas suas vidas, iniciando com cobranças ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, sobre o funcionamento do Sistema de Transporte Coletivo de São Luís.

 

 

sebastiana

Quero aproveitar aqui fazer uma denuncia.,
A empresa Primor esta recolhendo a frota de ônibus dela cedo quando e nos passageiros ficamos a merce nas paradas de ônibus ou nos terminais. Aqui na chácara brasil no turu… ficamos mais de 2 horas nas parada esperando um ônibus. Um falta de respeito sem fim depois que mudaram nossa linha piorou muito nosso transporte coletivo. precisamos de ajuda.

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