O Governo do Estado aguarda acidentes de proporções sérias para tomar medidas sobre os ferry boats?

De há muito vêm ocorrendo acidentes com os precários ferry boats, que operam entre São Luís e o Cujupe, responsáveis por viagens diárias de milhares de passageiros. Os números são bem consideráveis, em que passageiros se depararam com pânico dentro desse tipo de transporte coletivo de pessoas e veículos automotores, decorrente de problemas de pane.

Casos em que os ferry boats ficaram a deriva por pane mecânico em suas casas de máquinas e tiveram que ser socorridos por rebocadores do Porto do Itaqui, acionados para casos de emergência. Depoimentos de passageiros que se tornaram público, quando muito mereceram “vistorias,” e o resultado é que tudo caminha com os mesmos problemas e parece que as autoridades vão efetivamente tomar consciência da seriedade dos riscos iminentes quando houver um acidente de maior proporção.

De quando em vez, por motivação de algum problema, fala-se em nas chamadas vistorias feitas por deputados da Comissão de Transporte do Legislativo Estadual, pelo Ministério Público e pelo Procon. Elas geralmente são feitas quanto a questão de direitos que devem ser assegurados aos passageiros, mas pouco ou nada é feito para a questão da manutenção das casas de máquinas para a garantia de uma operação segura e sem risco de problemas em plenas operações. Há poucos dias um operador de máquina de um desses ferry boats me disse reservadamente, que muitos desse importante meio de transporte precisam parar efetivamente de restauração de motores e casos até de troca, decorrente da precariedade e que motivam constantemente acidentes que colocam risco centenas de vidas. A verdade é que os empresários querem a todo custo o lucro e não admitem qualquer tipo de paralisação, a não ser nos casos em que haja impossibilidade de viagem.

A verdade é que esses ferry boats que operam entre São Luís e o Cujupe vieram para a nossa capital, decorrente da modernização do transporte marítimo na Bahia, Rio de Janeiro e Catarina e outros portos, que depois de uma pintura são colocados em operação em nossa capital como se fossem seminovos, quando na realidade foram retirados de circulação nos estados acima mencionados por estarem em condições de sucateamento.

À semana passada o ferry boats cidade de Alcântara, sofreu pane em seu casco, quando estava no meio de uma viagem do Cujupe para a Ponta da Espera, ocasionando enchente em grande parte da Casa de Máquinas. Mesmo diante dos riscos sérios a vida dos passageiros, nenhum alerta foi feito e os poucos passageiros que chegaram a presenciar a preocupação dos tripulantes, conversaram com passageiros e solicitaram a necessidade de prevenção com equipamentos de salvamento sem qualquer pânico, mas felizmente a embarcação concluiu com bastante dificuldade o percurso.

Dentro de duas semanas estaremos em pleno período do carnaval, quando são feitas dezenas de viagens diárias para atender a demanda com lotação acentuada de passageiros e veículos. Daí a necessidade de uma maior atenção das autoridades, principalmente da Capitania dos Portos.

 

 

 

 

 

 

Francisca Machado

Meu pai e idoso e tem dificuldade de se locomover, q
uando vem no ferry é muito humilhante ele ter q subir porque não tem um local em baixo para q ele se acomode, em uma certa viagem teve q subir quase carregado,isso é um constrangimento e me deixa muito triste,acho q a promotora do idoso deveria tomar providências por esse descaso com os idosos q não se trata só do meu pai.

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