MOB ao contestar apreensão de ferry boat registra que apenas 50% da frota estava em operação

Os problemas envolvendo o Sistema de Serviços de Ferry Boat, que operam entre a Ponta da Espera e o Cujupe, são cada vez mais frequentes, o que tem causado muitas preocupações a passageiros e proprietários de veículos que utilizam os serviços com regularidade. As embarcações que operam no trecho mencionado são antigas e maioria veio de outros estados, onde foram substituídas por exigências de contratos e adquiridas pelas duas empresas que operam em São Luís com autorização do governo do Estado, mas sem qualquer concessão pública.

Perderam-se as contas dos inúmeros casos de riscos de acidentes graves e pânicos causados aos passageiros, com observação importante a panes nas máquinas em plena viagem, casos em que a embarcação ficou a deriva com centenas de passageiros e dezenas de veículos e que foi salva com a intervenção de rebocadores do Porto do Itaqui.

Recentemente houve uma colisão lateral entre dois ferry boats na Ponta de Espera, felizmente sem maiores gravidades, mas o pânico nas duas embarcações foi bem acentuado. Uma comissão de deputados, diante dos fatos decidiu fazer uma vistoria em algumas embarcações com o apoio de algumas instituições, mas o grande cerne do problema, eles não conseguem identificar. Trata-se da avaliação de todo o processo de navegabilidade dos ferry boats, destacando­-se as máquinas, sistema elétrico e avaliação geral do casco e outros equipamentos importantes para toda a operação das viagens.

Neste sábado a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos – MOB, instituição responsável pela autorização, fiscalização e acompanhamento de todas as operações dos ferry boats, emitiu um comunicado público, contestando informações falsas de que a Capitania dos Portos teria feito a apreensão naquele dia, de uma das embarcações integrantes da frota prestadora de serviços entre a Ponta da Espera e o Cujupe.

Mais do que uma contestação, a MOB acabou por fazer um esclarecimento, que mesmo surpreendente é motivo de grande apreensão. Ela destacou que a empresa Serv Porto, está com duas das suas embarcações em manutenção e outra recolhida pela Capitania dos Portos, sem explicar as razões. Por outro lado, os serviços de transporte estavam sendo feitos por 03 ferry boats da empresa Internacional Marítima.

Diante do exposto, verifica-se que os serviços no último sábado estavam sendo realizados por apenas 03 embarcações, o que representa 50% da frota, o demonstra claramente uma séria deficiência. Ao se retirar de circulação 02 ferry boats para manutenção é um sinal de problema sério, o que também significa uma redução de 1/3 e com retenção de outra pela Capitania dos Portos, eleva-se a redução para 50%, o que não deixa de ser preocupante.

Na Assembleia Legislativa do Estado, parlamentares da base do governo, mostram-se inclinados a defender uma concorrência pública nacional para a exploração dos serviços. Diante dos sérios problemas constantes seria uma medida preventiva e muito necessária, mas tudo vai depender da vontade e dos interesses do governador Flavio Dino. Enquanto isso, os riscos continuam sendo iminentes, mas as autoridades precisam se manifestar, antes que problemas mais sérios venham a ser registrados, uma vez que estão abusando a sorte.

 

 

 

 

 

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