Ministério Público pede ao Governo do Estado informações sobre morte de paciente na UPA da Cidade Operária com a covid-19

A promotora da saúde Glória Mafra, decidiu cobrar informações ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado da Saúde, informações sobre a morte de um paciente na UPA da Cidade Operária, que posteriormente ficou constatado se tratar da primeira vítima no Maranhão da covid-19.

A solicitação feita pela promotora de justiça Glória Mafra é bem pertinente, haja vista que, apesar do registro de um fato fora da rede de assistência e prevenção ao coronavírus, a Secretaria de Estado da Saúde deveria ter a plena responsabilidade de esclarecer os fatos à opinião pública, o que foi simplesmente omitido.

O Ministério Público da Saúde quer saber a motivação que impediu os serviços adequados e recomendados pelo Ministério da Saúde para evitar contaminações de objetos e pessoas, com a observância de que o óbito ocorreu no dia 23 de março dentro da UPA da Cidade Operária.

                   Autopsia fora das orientações da Anvisa   

             A promotoria especializada da saúde dá amplo destaque à cobrança feita ao Governo do Estado, sobre a realização da autopsia feita com corpo aberto em discordância com as orientações da Anvisa e do Ministério da Saúde, que pode ter contribuído para a contaminação de objetos e de pessoas que tiveram contato com o corpo.

A promotora de justiça Glória Mafra aponta outro erro grave cometido pelos gestores do Sistema Estadual de Saúde é que a família da vítima foi informada que ele morreu infectado pela covid-19. Mais grave e que pode ter causado problemas de natureza elevada para contaminação de várias pessoas, reside no velório realizado normalmente não seguindo a recomendação sanitária para o coronavírus, sendo a família posteriormente informada da causa da morte.

A promotora de justiça Glória Mafra solicita ao Secretário de Estado da Saúde, a instauração de procedimento administrativo para apurar as causas dos sucessivos erros cometidos, inclusive sobre o preenchimento  da declaração de óbito feita errada, diante dos fatos.

O mais importante que o Ministério Público da Saúde cobra das autoridades, está na necessidade e urgente de identificação das pessoas que tiveram contato com o paciente, os que estiveram na autopsia e dos familiares e amigos que velaram o corpo. Todos podem estar contaminados e espalhando o vírus sem terem conhecimento da doença, as quais precisam ser identificadas com urgência e serem colocadas em isolamento, antes que mais estragos sejam feitos.

Pelo visto, o problema deve ter consciências graves e a responsabilização de muita gente, quer seja direta, como indiretamente, além de se constituir em uma alerta para toda a sociedade.

 

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